Funcionário do IML é preso acusado de usar celular de homem morto para transferir R$ 7 mil via Pix
Viúva descobriu movimentação bancária dias após a morte do marido e denunciou o caso à polícia.
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Resumo
Um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente após ser acusado de utilizar o celular de um homem morto para transferir R$ 7 mil via Pix para sua própria conta bancária. O caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.
Notícias do Brasil – Um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente sob suspeita de ter utilizado o telefone celular de um homem morto para realizar uma transferência bancária de R$ 7 mil para sua própria conta. O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo e gerou forte repercussão pela gravidade das acusações.
O suspeito foi identificado como Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos. Segundo as investigações, a movimentação financeira teria ocorrido poucas horas após o corpo da vítima dar entrada no Instituto Médico Legal.
A denúncia surgiu após a esposa do motociclista falecido identificar uma operação bancária realizada em um horário posterior à morte do marido.
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Acidente ocorreu durante a madrugada
De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a vítima morreu na madrugada do dia 15 de maio após sofrer um acidente de motocicleta na Avenida Mário Covas, em Santos.
As informações apontam que o motociclista perdeu o controle da direção e colidiu contra um poste de iluminação pública. Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos legais.
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Segundo o boletim de ocorrência, o corpo chegou ao IML por volta das 3h26 da madrugada.
Viúva encontrou transferência após tentar encerrar conta
Dias após a tragédia, a esposa da vítima procurou uma instituição financeira para realizar o encerramento da conta bancária do marido.
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Durante a análise das movimentações, ela identificou uma transferência via Pix no valor de R$ 7 mil realizada quando o homem já estava morto.
Ao verificar os dados do destinatário da operação, a mulher descobriu que o valor havia sido enviado para uma conta ligada a Daniel Nathan Ribeiro Andrade, servidor que trabalhava no Instituto Médico Legal de Santos.
A descoberta levou a viúva a procurar a polícia para denunciar o caso.
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Horário da transferência chamou atenção dos investigadores
As informações reunidas pela investigação indicam que a transferência bancária ocorreu às 6h49 da manhã do mesmo dia em que a vítima morreu.
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O detalhe chamou a atenção porque o corpo já havia sido encaminhado ao IML horas antes.
A partir da denúncia, a Polícia Civil iniciou diligências para esclarecer as circunstâncias da movimentação financeira e verificar se houve acesso indevido ao aparelho celular da vítima.
O caso passou então a ser acompanhado pela Corregedoria da Polícia Civil, órgão responsável por investigar eventuais irregularidades envolvendo servidores ligados à área de segurança pública.
Prisão preventiva foi decretada
Com o avanço das investigações, a Justiça autorizou a prisão preventiva do funcionário.
A medida foi adotada para garantir o andamento da apuração e evitar possíveis interferências na coleta de provas.
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Até o momento, a Corregedoria continua reunindo elementos para esclarecer todos os detalhes do caso e identificar a eventual responsabilidade criminal do investigado.
Família cobra punição
A viúva da vítima afirmou esperar que a Justiça responsabilize os envolvidos e adote medidas administrativas em relação ao servidor investigado.
Além da recuperação do valor perdido, a família busca esclarecimentos sobre como a movimentação financeira teria sido realizada dentro do contexto das atividades do Instituto Médico Legal.
“Espero que a justiça seja feita”, declarou a mulher.
O caso segue em investigação e novas diligências devem ser realizadas para determinar se houve participação de outras pessoas ou a prática de outros crimes relacionados ao episódio.
A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes adicionais sobre o andamento da apuração.
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