Galho de árvore é enfiado em ânus de jovem e mãe alega agressão policial
Jovem foi localizado com sinais de espancamento e ferimentos graves.
- Imagem ilustrativa gerada pelo chatgpt
Um jovem, de 25 anos, teve um galho de árvore enfiado no ânus e foi encontrado inconsciente e com sinais de espancamento em uma área de mata no bairro Éden, na cidade de Sorocaba, São Paulo. A mãe do rapaz alega que o filho teria sido agredido por policiais militares. A Polícia Civil confirmou o registro da ocorrência e abriu investigação para apurar os fatos.
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Segundo a mãe, que preferiu não se identificar, o filho estava foragido do sistema prisional de Capela do Alto, desde a saída temporária de junho. “Meu filho foi muito machucado. Encontramos ele sem forças, pedindo ajuda”, afirmou em entrevista ao g1. Ela registrou boletim de ocorrência denunciando tortura e abuso de autoridade.
A Polícia Militar confirmou que atendeu uma ocorrência de agressão na região, mas declarou que não há confirmação de envolvimento de agentes da corporação. Em nota, a PM informou que uma investigação interna foi aberta para apurar a denúncia.
- Mãe denuncia tortura de policiais militares após encontrar filho gravemente ferido em área de mata em Sorocaba (SP) — Foto Arquivo Pessoal
O jovem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), onde passou por cirurgia. Ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave e sem previsão de alta, segundo a família.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou que o jovem é considerado foragido da Penitenciária II de Capela do Alto. A Polícia Civil aguarda a melhora do estado de saúde da vítima para colher depoimento e também busca imagens de câmeras de segurança da região para auxiliar nas investigações.
O delegado responsável pelo caso informou que todas as linhas de apuração estão sendo consideradas, inclusive a eventual participação de agentes públicos. A mãe do jovem disse apenas esperar justiça: “Quero que isso seja esclarecido e que quem fez isso responda pelos atos.”
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