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Resumo
Em depoimento à CPI do Crime Organizado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou ter discutido o Banco Master com o ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, os encontros com integrantes do STF trataram apenas das repercussões da Lei Magnitsky no sistema financeiro.
Notícias do Brasil – O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (8) que não discutiu a situação do Banco Master com o ministro Alexandre de Moraes. A declaração foi feita durante participação na CPI do Crime Organizado, no Senado.
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Segundo Galípolo, os encontros com integrantes do Supremo Tribunal Federal ocorreram em meio à crise envolvendo a chamada Lei Magnitsky, e tiveram caráter institucional, com foco nos impactos ao sistema financeiro.
Reuniões foram motivadas por crise considerada “complexa”
De acordo com o presidente do Banco Central, o episódio relacionado à Lei Magnitsky foi um dos momentos mais delicados de 2025 do ponto de vista econômico. Ele relatou que houve preocupação com informações divulgadas publicamente que poderiam afetar a confiança no sistema financeiro.
Galípolo destacou que as reuniões com ministros do STF exigiram cautela, tanto pela necessidade de evitar interpretações equivocadas quanto pela preservação de informações protegidas por sigilo bancário e financeiro.
Banco Master não foi tema das conversas
O chefe da autoridade monetária reforçou que não houve qualquer diálogo com Moraes ou outros ministros sobre a liquidação do Banco Master ou sobre o banqueiro Daniel Vorcaro.
Apesar disso, ele confirmou ter participado de uma reunião no Palácio do Planalto, em dezembro, com representantes ligados ao banco. Na ocasião, os acionistas alegaram dificuldades de captação no mercado, atribuindo a situação a suposta perseguição de concorrentes.
A CPI do Crime Organizado busca esclarecer possíveis fraudes financeiras, esquemas de lavagem de dinheiro e a atuação de agentes do sistema financeiro em irregularidades relacionadas ao Banco Master.
Galípolo participou da sessão como convidado, diferentemente de outros investigados. Seu antecessor no cargo, Roberto Campos Neto, chegou a ser convocado, mas não compareceu.