General Augusto Heleno confirma depoimento à CPMI de 8 de janeiro nesta terça-feira (26)
Ele não deu detalhes sobre suas expectativas para o depoimento ou sobre as acusações que estão sendo feitas contra o governo anterior.

Foto: Marco Correa/PR
O ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional do governo Bolsonaro, general da reserva Augusto Heleno, confirmou neste domingo, 24, que estará presente na CPMI do 8 de Janeiro no Congresso para prestar depoimento na próxima terça-feira, 26.
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Ao Estadão, o militar – que fazia parte do grupo mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – afirmou que comparecerá, mas não deu detalhes sobre suas expectativas para o depoimento ou sobre as acusações que estão sendo feitas contra o governo anterior. “Estou convocado para comparecer à CPMI na terça-feira. Antes disso, não tenho que falar nada”, afirmou.
Como mostrou a Coluna do Estadão, Heleno ativou o modo “não sei de nada” sobre a delação de Mauro Cid. O general da reserva tem dito a interlocutores que não pretende se manifestar sobre supostas informações de que ele seria citado na colaboração premiada, acertada pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro com a Polícia Federal.
Ele também tem declarado a ex-assessores que não possui conhecimento sobre as atividades de Cid, sobre cartões de vacina ou planos golpistas, como o que teria sido revelado por Cid em sua delação, de que Bolsonaro consultou as Forças Armadas sobre um golpe após a vitória de Lula.
Heleno já prestou depoimento à CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal e manteve-se leal a Bolsonaro, como ele mesmo admitiu. Afirmou que não possui informações sobre os assuntos e não ter sido articulador de golpe.
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“Se eu tivesse sido articulador (dos atos do dia 8 de janeiro), eu diria aqui. Acho que o tratamento que estão dando a essa palavra golpe não é adequado. Um golpe, para ter sucesso, precisa ter líderes, um líder principal, não é uma atitude simples. Esse termo golpe está sendo empregado com extrema vulgaridade. Uma manifestação, uma demonstração de insatisfação não se pode caracterizar um golpe”, afirmou o general em junho ao colegiado.
Um dos motivos que vincula o general ao 8 de Janeiro é o fato de dois membros da sua gestão no GSI – os generais de divisão Carlos José Russo Assumpção Penteado e Carlos Feitosa Rodrigues – estarem trabalhando no órgão no dia dos ataques. Os dois foram exonerados no dia 23 daquele mês.
Estadão Conteúdo

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