-

- Foto: STF
Resumo
O ministro do STF Gilmar Mendes cobrou do presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, uma postura mais firme em defesa da Suprema Corte durante reunião em Brasília. O encontro ocorreu em meio à crise envolvendo o caso Banco Master e às críticas crescentes de setores da advocacia ao inquérito das fake news e à atuação do Supremo.
Notícias do Brasil – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, que é do Amazonas, foi pressionado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes durante uma reunião realizada em Brasília. O encontro aconteceu em meio ao aumento das críticas da advocacia à atuação da Corte e à repercussão do caso Banco Master.
Leia mais: Guerra entre facções aumenta homicídios no interior do Amazonas, aponta estudo
Segundo informações de bastidores, Gilmar Mendes cobrou de Simonetti uma postura mais firme em defesa do STF diante do cenário de desgaste institucional vivido pela Suprema Corte.
Resposta da OAB
O encontro foi solicitado por Beto Simonetti após declarações públicas de Gilmar Mendes criticando a atuação da OAB em relação a fraudes envolvendo advogados e aos ataques direcionados ao Supremo. Na reunião, Simonetti apresentou dados sobre procedimentos disciplinares e punições aplicadas pela própria entidade contra profissionais investigados.
Além disso, relatou que enfrenta forte pressão interna de advogados que defendem uma atuação mais dura da OAB contra excessos atribuídos ao STF.
Inquérito das fake news no centro da crise
Parte do desgaste entre integrantes da advocacia e o Supremo gira em torno do inquérito das fake news, instaurado em 2019 para investigar ameaças contra ministros da Corte. Críticos alegam que o procedimento se prolonga por tempo excessivo e concentra poderes considerados incomuns dentro do Judiciário.
Gilmar Mendes, porém, já declarou publicamente que o inquérito deve permanecer ativo enquanto houver necessidade institucional.
Caso Master amplia tensão política
As discussões ocorrem em meio à repercussão das investigações relacionadas ao Banco Master, que passaram a pressionar o ambiente político e jurídico em Brasília.
O caso intensificou debates sobre atuação do STF, decisões monocráticas e possíveis mudanças no funcionamento do Judiciário.
Recentemente, a OAB criou uma comissão especial para discutir propostas de reforma no sistema judicial. Entre os temas analisados estão a limitação de decisões individuais de ministros e regras mais rígidas envolvendo familiares de magistrados na advocacia. A movimentação ocorre em um contexto de crescente pressão política sobre o Supremo e de críticas vindas de diferentes setores da sociedade e do meio jurídico.