Gilmar Mendes faz piada sobre revogação de visto de ministros do STF pelo governo Trump
O governo norte-americano considerou a atuação do Supremo como parte de um conjunto de ações que ferem valores democráticos.
- Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil
Notícias do Brasil – Durante cerimônia de lançamento de seu novo livro na quarta-feira (6), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou com ironia a suspensão de seu visto pelos Estados Unidos. “Eu poderia estar contando [esse discurso] de Roma, em Paris, em Lisboa, agora não mais em Washington, não é?”, afirmou, arrancando risos da plateia na Biblioteca do STF, onde o evento foi realizado.
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A fala veio após a recente decisão do governo norte-americano de suspender os vistos diplomáticos de oito ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A medida é interpretada como uma resposta à condução do processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), considerado aliado político do presidente dos EUA, Donald Trump. O governo norte-americano considerou a atuação do Supremo como parte de um conjunto de ações que ferem valores democráticos, incluindo cerceamento de liberdade de expressão e repressão a opositores.
Gilmar Mendes ironiza revogação de visto pelos EUA durante lançamento de livro pic.twitter.com/Q2fWVFvtXO
— Olhar Direto (@olhardireto) August 7, 2025
O evento no STF marcou o lançamento da obra “Jurisdição Constitucional da Liberdade para a Liberdade”, escrita por Gilmar Mendes e baseada em discursos proferidos por ele durante a cerimônia em que recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Buenos Aires, no ano passado. O livro reflete sobre o papel das instituições democráticas na preservação das liberdades constitucionais, em especial em tempos de polarização e instabilidade política.
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Mais cedo, Gilmar Mendes reafirmou apoio a Moraes, que é o relator das ações penais sobre a suposta trama golpista ocorrida no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No mês passado, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou que determinou a revogação dos vistos de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”.
Em seguida, o governo Trump anunciou a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. A norma norte-americana prevê a aplicação de restrições para quem é considerado violador de direitos humanos.
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