Governador do Rio de Janeiro pede transferência de líderes do CV para presídios federais
Governador pediu ao governo federal a transferência imediata de dez presos e afirmou que operação seguiu protocolos previstos pela ADPF 635.
- Foto: Divulgação
Notícias do Brasil – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, solicitou oficialmente ao Governo Federal, na noite desta terça-feira (28/10), a transferência de dez presos considerados de alta periculosidade para presídios federais de segurança máxima. Segundo ele, os detentos seriam líderes responsáveis por ordenar ações de retaliação após a megaoperação contra o Comando Vermelho, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 64 mortos.
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De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a operação resultou ainda na morte de quatro policiais, ferimentos em outros 15 agentes civis e militares, além da apreensão de 93 fuzis e 86 prisões. Com base em um relatório das polícias Civil e Penal, Castro encaminhou os nomes das lideranças criminosas para que fossem incluídos imediatamente no sistema federal, em uma tentativa de desarticular o comando do tráfico a partir de dentro das penitenciárias.
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O governo federal já autorizou a transferência e articula medidas conjuntas de inteligência para reforçar o combate ao crime organizado no estado. Mais cedo, o governador conversou com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na ligação, Castro afirmou que não teve a intenção de criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando que suas declarações refletiam apenas a preocupação com a gravidade da situação no Rio.
O governador reforçou que “segurança não deve ser politizada” e destacou que qualquer apoio da União será bem-vindo. Ele também defendeu que a operação seguiu protocolos previstos na ADPF 635, ressaltando que havia investigações em andamento há mais de um ano. Na noite de terça, confrontos ainda ocorriam em áreas de mata no Complexo do Alemão. A Rio Ônibus informou que 71 coletivos foram usados como barricadas por criminosos ao longo do dia.
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