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Governo aciona AGU para monitorar ameaça de greve dos caminhoneiros

Palácio do Planalto tenta evitar paralisação nacional da categoria enquanto Senado negocia votação da Medida Provisória nº 1.343.

Por Jonas Souza

13/07/2026 às 14:13

  • O governo Lula acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) após alertas sobre risco de paralisação de caminhoneiros ligado ao impasse da MP nº 1.343 (“MP do Frete”).
  • A mobilização é motivada por caminhoneiros que defendem votação da MP no Senado antes de expirar; lideranças orientaram suspensão de viagens e aguardam a definição da pauta.
  • A MP prevê criação de piso salarial nacional de R$ 5 mil (CLT), mudanças no cálculo do piso do frete, inclusão de custos operacionais no valor mínimo e reforço da fiscalização; o texto já foi aprovado pela Câmara e depende do Senado.
  • Se não for votada no prazo constitucional, a MP perde a validade, e o governo busca acordo para evitar paralisação — com preocupação adicional para o Amazonas, que depende fortemente da logística para abastecimento e pode sofrer atrasos e alta de preços.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.


Notícias do Brasil – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mobilizou a Advocacia-Geral da União (AGU) após receber alertas sobre uma possível paralisação dos caminhoneiros motivada pelo impasse em torno da Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete.

Segundo informações repassadas ao Palácio do Planalto, a AGU foi avisada na noite de domingo (12) sobre a possibilidade de mobilizações da categoria, permitindo ao governo acompanhar os desdobramentos e adotar medidas caso os protestos avancem. Além da AGU, os ministros das Relações Institucionais, José Guimarães, e da Casa Civil, Miriam Belchior, também foram informados sobre o cenário.

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O que motivou a ameaça de paralisação

A mobilização ocorre porque caminhoneiros defendem que a MP do Frete seja votada antes de perder a validade. O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, orientou os profissionais a suspenderem viagens e aguardarem a definição da pauta no Senado.

Segundo ele, a categoria não aceitará que a medida provisória caduque sem apreciação pelos parlamentares.

O que prevê a MP do Frete

A Medida Provisória nº 1.343 foi editada em março de 2026 após negociações entre o governo e representantes dos caminhoneiros.

Entre os principais pontos da proposta estão:

  • criação de piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros contratados pelo regime da CLT;
  • mudanças no cálculo do piso mínimo do frete;
  • inclusão de custos operacionais, como combustível, manutenção, pneus e seguros, na definição do valor mínimo do frete;
  • reforço dos mecanismos de fiscalização do transporte rodoviário de cargas.

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em junho e agora depende da análise do Senado.

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O que pode acontecer se a MP não for votada

Caso a medida provisória não seja votada dentro do prazo constitucional, ela perde a validade. Esse cenário preocupa lideranças da categoria, que defendem a manutenção das novas regras para garantir maior previsibilidade e remuneração no transporte de cargas.

O governo, por sua vez, tenta construir um acordo político para colocar o texto em votação e evitar uma paralisação nacional.

O que diz o trecho aprovado pela Câmara

Durante a tramitação na Câmara dos Deputados, foi incluído um dispositivo — conhecido no Congresso como “jabuti” — que prevê o perdão de multas aplicadas a caminhoneiros e transportadores envolvidos nos bloqueios de rodovias realizados após as eleições de 2022. Esse ponto também deverá ser analisado pelo Senado durante a votação da proposta.

Como uma paralisação pode afetar o Amazonas

O Amazonas depende fortemente da logística rodoviária e fluvial para o abastecimento de combustíveis, alimentos, medicamentos e produtos industrializados.

Uma paralisação prolongada pode provocar:

  • atrasos no transporte de mercadorias;
  • impacto no abastecimento de supermercados;
  • aumento do custo do frete;
  • reflexos nos preços de combustíveis e produtos de consumo.

Embora ainda não haja confirmação de greve nacional, empresas e transportadores acompanham atentamente as negociações no Congresso.

Para moradores de Manaus e do interior do Amazonas, qualquer interrupção no transporte rodoviário pode gerar impactos mais rápidos do que em outras regiões do país, devido às particularidades logísticas do estado. O desfecho da votação da MP do Frete será acompanhado de perto por transportadoras, comerciantes e consumidores, especialmente em setores que dependem do fluxo contínuo de cargas.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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