Governo de São Paulo oferece apoio à Venezuela após terremotos que deixaram 164 mortos
Defesa Civil paulista colocou equipes técnicas, bombeiros e especialistas à disposição para auxiliar nas ações humanitárias, caso haja pedido oficial.

Foto: Edilzon Gamez/Getty Images
Resumo
- O que aconteceu: O Governo de São Paulo ofereceu apoio à Venezuela após os terremotos registrados na quarta-feira (24).
- Ajuda disponível: Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e especialistas do IPT e do IPA podem integrar uma missão humanitária.
- Situação na Venezuela: O desastre já deixou 164 mortos e quase mil feridos, segundo o governo venezuelano.
- Próximos passos: O apoio depende de uma solicitação oficial das autoridades da Venezuela.
Notícias do Brasil – O Governo de São Paulo informou que colocou a Defesa Civil estadual à disposição das autoridades venezuelanas para prestar apoio nas ações de resposta aos terremotos que atingiram o país na noite de quarta-feira (24).
A assistência será enviada caso haja uma solicitação oficial do governo da Venezuela ou de um eventual plano nacional de ajuda humanitária coordenado pelas autoridades brasileiras.
Quais equipes podem participar da missão?
Segundo o governo paulista, a estrutura disponível inclui profissionais especializados em resposta a desastres naturais.
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Entre os recursos oferecidos estão:
- Equipes da Defesa Civil do Estado;
- Militares do Corpo de Bombeiros;
- Especialistas do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA);
- Técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Os profissionais poderão prestar apoio técnico em operações de resgate, avaliação de riscos, análise estrutural e gerenciamento de áreas atingidas.
Como está sendo coordenada a possível ajuda humanitária?
O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil de São Paulo, coronel Rinaldo de Araujo Monteiro, mantém contato com o Conselho Nacional de Gestores de Proteção e Defesa Civil (Congepdec).
O objetivo é avaliar a possibilidade de um plano nacional de apoio humanitário caso a Venezuela formalize o pedido de assistência internacional.
Qual é a situação da Venezuela após os terremotos?
Segundo o governo interino da Venezuela, os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, deixaram, até o momento:
- 164 pessoas mortas;
- Quase mil feridos;
- Diversos edifícios destruídos;
- Milhares de pessoas afetadas.
Os epicentros dos abalos ficaram separados por apenas cinco quilômetros e ocorreram em baixa profundidade, fazendo com que os tremores fossem sentidos em diversas regiões do norte da América do Sul e do Caribe.
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As áreas mais atingidas foram Caracas, Miranda e La Guaira.
Quais medidas foram adotadas pelo governo venezuelano?
Após o desastre, a presidente interina Delcy Rodríguez decretou estado de emergência nacional.
Entre as medidas anunciadas estão:
- Suspensão das aulas;
- Paralisação de serviços públicos não essenciais;
- Interrupção do fornecimento de gás doméstico em áreas com desabamentos;
- Mobilização conjunta das redes pública e privada para atendimento às vítimas.
As equipes de resgate continuam trabalhando na busca por sobreviventes e no atendimento aos feridos.
O número de vítimas pode aumentar?
Sim. Uma avaliação preliminar do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) aponta que o impacto dos terremotos pode ser ainda maior.
Segundo a agência, existe a possibilidade de o número total de mortes ficar entre 10 mil e 100 mil, considerando a intensidade dos tremores, a proximidade entre os epicentros e os danos estruturais registrados.
O USGS também alertou para a possibilidade de um desastre humanitário de grandes proporções, com danos extensos e necessidade de operações prolongadas de resgate.
Contexto
Missões internacionais de ajuda humanitária costumam depender de solicitação oficial do país afetado e da coordenação entre governos e organismos de proteção civil. Em grandes terremotos, as primeiras 72 horas são consideradas decisivas para localizar sobreviventes sob os escombros, concentrando os esforços das equipes de busca e salvamento.
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