Governo do RS cria abrigos exclusivos para mulheres e crianças
A medida ocorre após a onda de saques e violência sexual dentro dos abrigos humanitários.

Foto: Defesa Civil/RS
Tragédia no Rio Grande do Sul – Em resposta aos relatos alarmantes de violência sexual em abrigos para desabrigados, a prefeitura anunciou a criação de um abrigo emergencial dedicado exclusivamente ao acolhimento de mulheres e crianças. A medida surge após denúncias de abusos ocorridos em locais que ofereciam refúgio devido às intensas chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul.
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De acordo com a Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, seis homens estão sob suspeita de cometer abusos sexuais contra crianças. O governador Eduardo Leite confirmou que esses incidentes ocorreram nos abrigos. “Nossas equipes de segurança agiram imediatamente nos casos relatados e as pessoas envolvidas foram presas”, declarou Leite, acrescentando que as vítimas eram crianças parentes dos suspeitos detidos.
O novo abrigo, a ser instalado no Foro Regional do Partenon, Zona Leste da capital, será estabelecido em colaboração com entidades do Poder Judiciário durante este final de semana. A segurança será uma prioridade nas áreas destinadas a mulheres e crianças, e os demais abrigos também receberão medidas adicionais de proteção. Até o momento, 13.100 pessoas estão abrigadas em 140 estruturas emergenciais na capital.
Antes do anúncio oficial da prefeitura, voluntários já haviam iniciado esforços para criar abrigos exclusivos para mulheres e crianças. A CNN teve acesso a imagens desses locais, que mostravam colchões com roupas de cama e um urso de pelúcia para as crianças, porém, o local não foi divulgado por razões de segurança.
Além disso, a cidade enfrenta uma onda de saques em meio à evacuação de bairros e cidades e à ausência de energia e iluminação noturna. Eldorado do Sul, uma das áreas mais afetadas pelas cheias, está entre as cidades mais atingidas pela criminalidade crescente. Relatos indicam que criminosos estão utilizando motos aquáticas e botes para invadir propriedades.
Diante desse cenário, o governador Leite reforçou a estratégia de convocar policiais aposentados para auxiliar na segurança, além de solicitar o reforço da Força Nacional. Desde o início da semana, 47 pessoas foram presas por saques e estupros na região metropolitana.
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Enquanto isso, o número de desalojados no estado mais que dobrou, ultrapassando 327.000 pessoas, segundo a Defesa Civil estadual. O desastre afetou 1,74 milhão de gaúchos de diversas maneiras, incluindo a perda de residências, falta de serviços básicos e, infelizmente, um número significativo de fatalidades, desaparecidos e feridos.
A ministra da pasta das Mulheres está planejando uma visita ao estado e a implementação de outras ações para enfrentar essa crise humanitária sem precedentes.
Redação AM POST
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