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Governo dos EUA ameaçam impor novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros

Medida proposta pelo governo americano pode entrar em vigor em julho de 2026 e afeta exportações brasileiras.

Por Natan AMPOST

02/06/2026 às 12:09 - Atualizado em 03/06/2026 às 14:23

Resumo 


Os Estados Unidos anunciaram que poderão aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil após concluírem uma investigação comercial que apontou supostas práticas consideradas desleais. A medida pode entrar em vigor em julho de 2026, mas prevê exceções para produtos estratégicos como carne bovina, café, aeronaves e minerais.

Notícias do Brasil – O governo dos Estados Unidos anunciou uma proposta para aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, elevando a tensão comercial entre os dois países. A medida foi divulgada após a conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que concluiu que determinadas políticas adotadas pelo Brasil seriam prejudiciais aos interesses comerciais norte-americanos.

Caso seja confirmada, a nova taxação poderá entrar em vigor em 15 de julho de 2026 e terá impacto direto sobre diversos setores da economia brasileira que dependem das exportações para o mercado americano.

Apesar do alcance da proposta, alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil foram excluídos da lista de possíveis sobretaxas, numa tentativa de evitar impactos mais severos sobre cadeias produtivas consideradas estratégicas para a própria economia dos Estados Unidos.

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Investigação aponta supostas práticas comerciais desleais

A decisão tem origem em uma investigação aberta em julho de 2025 com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, legislação utilizada por Washington para apurar práticas consideradas injustas ou prejudiciais ao comércio americano.

Ao final do processo, o USTR concluiu que algumas políticas brasileiras seriam “irrazoáveis” e estariam impondo restrições ou custos adicionais às empresas norte-americanas.

Entre os temas analisados durante a investigação estão o comércio digital, sistemas de pagamentos eletrônicos como o Pix, concessões tarifárias, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e questões relacionadas ao desmatamento ilegal.

Segundo o governo americano, esses fatores teriam criado barreiras para empresas dos Estados Unidos que atuam ou desejam ampliar operações no mercado brasileiro.

Produtos estratégicos ficam fora da nova tarifa

Embora a proposta preveja uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o governo americano decidiu criar uma lista de exceções para evitar impactos considerados excessivos sobre a própria economia dos Estados Unidos.

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Entre os itens que permaneceriam isentos estão carne bovina, café, terras raras, determinados metais, minérios, aeronaves e peças de aeronaves produzidas no Brasil.

Também ficaram fora da proposta produtos agrícolas específicos, como frutas e nozes, além de petróleo bruto, derivados de petróleo, fertilizantes, compostos farmacêuticos e produtos químicos orgânicos.

A justificativa apresentada é que muitos desses itens possuem importância estratégica para a indústria americana ou não podem ser produzidos em quantidade suficiente dentro do território dos Estados Unidos.

Governo Trump intensifica pressão comercial

A proposta foi anunciada durante o governo do presidente Donald Trump, que voltou a adotar uma postura mais rígida em relação às relações comerciais internacionais.

Segundo o embaixador norte-americano Jamieson Greer, a investigação foi iniciada após solicitações do próprio Trump, que vinha demonstrando preocupação com determinadas políticas brasileiras consideradas problemáticas pelos Estados Unidos.

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De acordo com Greer, houve diversas reuniões entre representantes dos dois governos ao longo do último ano, incluindo encontros entre Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes das respectivas equipes ministeriais.

Apesar dos contatos diplomáticos, o representante americano afirmou que permanecem divergências importantes entre os dois países.

Consulta pública será realizada antes da decisão final

Antes da implementação de qualquer medida, o governo americano abriu uma consulta pública para ouvir empresas, especialistas e entidades interessadas.

O processo permitirá o envio de manifestações até o dia 1º de julho de 2026. Além disso, uma audiência pública está prevista para ocorrer em 6 de julho.

Segundo informações do USTR, a investigação recebeu ampla participação da sociedade e do setor produtivo, reunindo mais de 30 testemunhas e cerca de 300 manifestações formais.

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Essas contribuições serão analisadas antes da decisão definitiva sobre a aplicação das tarifas.

Possíveis impactos para o comércio brasileiro

A proposta gera preocupação entre exportadores brasileiros, já que os Estados Unidos permanecem entre os principais destinos de produtos nacionais.

Embora diversos setores tenham sido poupados da sobretaxa, outros segmentos poderão enfrentar aumento de custos e perda de competitividade caso a medida seja efetivamente implementada.

Especialistas em comércio exterior avaliam que a manutenção do diálogo entre Brasília e Washington será decisiva nos próximos meses para evitar uma escalada das tensões comerciais.

Até 15 de julho de 2026, prazo legal para adoção das medidas corretivas previstas na investigação, os dois governos ainda terão espaço para negociações que possam reduzir divergências e evitar novas barreiras ao comércio bilateral.

Enquanto isso, empresas brasileiras acompanham com atenção os desdobramentos da proposta, que poderá influenciar diretamente o fluxo de exportações e as relações econômicas entre as duas maiores economias do continente americano.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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