Governo entra em alerta e reforça rede elétrica para evitar riscos de apagão no Brasil
Falhas no abastecimento têm chamado a atenção para o setor elétrico diante da seca e redução nos reservatórios das hidrelétricas.

Foto: Yevhen Prozhyrko/Shutterstock
O Brasil enfrenta uma situação crítica em seu setor energético, marcada por baixos níveis nos reservatórios das hidrelétricas e recentes apagões que afetaram diversas regiões. A seca persistente e a baixa geração de energia hidrelétrica têm levantado preocupações sobre o futuro do abastecimento energético no país.
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No fim de agosto, um apagão deixou os estados do Acre e Rondônia sem energia por um período significativo, exacerbando as preocupações sobre a segurança do fornecimento. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o fornecimento de energia foi interrompido às 16h47 e começou a ser restabelecido às 17h10, com a normalidade retornando apenas às 20h40. A perda no sistema foi de 187 Megawatts (MW) no Acre e 797 MW em Rondônia. O MME não especificou a causa do apagão, e o Operador Nacional do Sistema (ONS) também não forneceu detalhes adicionais.
A situação é agravada pela seca severa, que reduziu significativamente os níveis dos reservatórios das hidrelétricas. O Operador Nacional do Sistema (ONS) relatou na quarta-feira, 4 de setembro, que medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do fornecimento. Entre as ações propostas estão o acionamento de duas termelétricas e a entrada em operação de cinco linhas de transmissão. Além disso, o ONS recomendou o acionamento das usinas termelétricas a partir de outubro para enfrentar a menor geração das usinas eólicas devido às ondas de calor.
Em resposta às condições adversas, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou a aplicação da bandeira vermelha patamar 1 em setembro, o que resultará em um acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 quilowatt-hora consumidos. A medida é necessária devido ao maior custo de operação das termelétricas, que estão sendo mais demandadas para compensar a redução na geração hidrelétrica.
O MME garante que não há risco iminente de desabastecimento ou racionamento, e que está atento à situação. Em nota, o ministério destacou que está reforçando o sistema de geração, recomendando à Aneel a antecipação da Usina Termelétrica (UTE) Termopernambuco, inicialmente prevista para iniciar o suprimento em julho de 2026, para os próximos meses.
Fabyola Resende, diretora do Sindicato dos Engenheiros no Distrito Federal (Senge-DF), analisou documentos oficiais e afirmou que, apesar da redução nos níveis dos reservatórios, não há previsão imediata de desabastecimento. No entanto, ela ressalta a importância do monitoramento contínuo e da implementação de medidas adicionais para garantir a segurança do abastecimento energético.
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O recente relatório da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta para a necessidade de ampliação da capacidade energética a partir de 2027. A situação atual exige ações imediatas para assegurar que o sistema possa atender à demanda futura.
A seca em curso, exacerbada pelo fenômeno El Niño, tem afetado gravemente a disponibilidade de recursos hidráulicos. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) revelou que 3.978 cidades brasileiras estão experimentando algum nível de seca, com o Distrito Federal e 16 estados enfrentando a pior seca em 44 anos.
Redação AM POST
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