Governo federal publica MP que reajusta salário de professores para R$ 5,1 mil
Medida Provisória fixa aumento de 5,40% no piso do magistério público e garante ganho real acima da inflação.
- Foto: divulgação
Resumo
O governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.334, que reajusta em 5,40% o piso salarial nacional dos professores da educação básica pública. Com a medida, o valor mínimo passa para R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais, superando a inflação e alterando a fórmula de cálculo para os próximos anos.
Notícias do Brasil – Foi publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (22/1), a Medida Provisória nº 1.334, que redefine o piso salarial nacional dos professores da educação básica pública. Após negociações entre o governo federal e representantes da categoria, o reajuste foi fixado em 5,40%, elevando o valor mínimo para R$ 5.130,63 mensais para profissionais com jornada de 40 horas semanais.
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A medida foi encaminhada ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e deputados e senadores terão até 120 dias para analisar e aprovar o texto, sob risco de perda de validade caso não haja votação dentro do prazo.
Aumento supera projeção anterior e pressão da categoria
Antes da edição da MP, a regra vigente indicava que o reajuste para 2026 seria de apenas 0,37%, o que elevaria o piso de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78 — um acréscimo de cerca de R$ 18. O valor gerou forte repercussão negativa entre professores e sindicatos, que apontaram defasagem frente à inflação e ao custo de vida.
Diante da reação da categoria, o Ministério da Educação revisou a metodologia de cálculo e articulou um novo modelo para garantir ganho real aos profissionais da rede pública.
Novo cálculo combina inflação e receitas do Fundeb
A nova fórmula anunciada pelo governo leva em consideração dois fatores principais:
o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior;
e 50% da média da variação percentual da receita real proveniente das contribuições de estados, do Distrito Federal e dos municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica.
Segundo a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o novo modelo busca maior previsibilidade e sustentabilidade para o financiamento da educação, além de reduzir oscilações bruscas no reajuste anual.
Ganho real acima da inflação
De acordo com dados oficiais, o reajuste de 5,40% representa um ganho real de cerca de 1,5% acima da inflação, considerando que o INPC de 2025 foi de 3,9%. O governo argumenta que a medida reforça o compromisso com a valorização do magistério e a melhoria das condições de trabalho na educação básica.
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A atualização anual do piso seguirá sendo feita por ato do ministro da Educação, sempre até o último dia útil do mês de janeiro, conforme determina a nova redação da norma.
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Impacto para estados e municípios
O piso salarial nacional funciona como referência mínima obrigatória para redes públicas em todo o país. Com o novo valor, estados e municípios precisarão ajustar folhas de pagamento e revisar seus orçamentos para cumprir a legislação.
Especialistas em gestão pública alertam que o impacto financeiro pode ser significativo para redes municipais com menor arrecadação, ampliando o debate sobre a necessidade de maior apoio federal para garantir o cumprimento do piso sem comprometer outros investimentos na educação.
Debate no Congresso e próximos passos
A Medida Provisória já foi enviada ao Congresso Nacional e deverá ser analisada por uma comissão mista antes de seguir para votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Parlamentares da base governista defendem a proposta como avanço na valorização dos professores, enquanto setores da oposição cobram garantias sobre a fonte de recursos para sustentar os reajustes.
Valorização docente em pauta nacional
A atualização do piso ocorre em meio a um cenário de debate mais amplo sobre a qualidade da educação pública, formação de professores e atração de novos profissionais para a carreira docente. Para o governo, o reajuste é parte de uma política de fortalecimento do ensino básico e de reconhecimento do papel estratégico dos educadores no desenvolvimento do país.
Com a MP em vigor e sob análise do Legislativo, o novo piso do magistério passa a ser um dos principais temas da agenda educacional em 2026, com impacto direto sobre milhões de profissionais em todo o território nacional.
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