Governo pede ao Cade investigação sobre aumento no preço dos combustíveis
Pedido foi feito após registros de reajustes em postos de cinco regiões do país, mesmo sem anúncio de aumento nas refinarias.

FOTO: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Resumo:
O governo federal solicitou ao Cade investigação sobre aumentos recentes no preço dos combustíveis em cinco unidades da federação. A suspeita é de possíveis práticas que prejudiquem a concorrência no mercado.
Notícias do Brasil – A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a abertura de investigação sobre aumentos recentes no preço dos combustíveis em diferentes regiões do país.
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O pedido foi encaminhado nesta terça-feira (10) após relatos de reajustes registrados em postos da Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
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Suspeita envolve possível prática anticoncorrencial
Segundo a Senacon, representantes de sindicatos do setor apontaram que distribuidoras estariam elevando os preços de venda dos combustíveis mesmo sem anúncio de reajuste por parte da Petrobras nas refinarias.
“Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado”, informou o órgão em nota.
A investigação busca identificar se houve tentativa de adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes, o que pode caracterizar prática anticoncorrencial.
Conflitos internacionais pressionam preço do petróleo
Entidades do setor de combustíveis também têm apontado o impacto do cenário internacional no preço do petróleo.
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O SindiCombustíveis da Bahia afirmou que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações internacionais do petróleo, o que pode refletir nos preços praticados no Brasil.
Já o Sindipostos RN destacou que a valorização do petróleo no mercado global acendeu um alerta no setor de combustíveis no país.
Sindicatos alertam para risco de desabastecimento
Em Minas Gerais, o Minaspetro afirmou que a diferença entre os preços praticados e o valor considerado adequado no mercado já ultrapassa R$ 2 no diesel e quase R$ 1 na gasolina.
Segundo a entidade, algumas companhias estariam restringindo vendas e praticando preços elevados para determinados revendedores.
O sindicato também relatou casos de postos com falta de combustíveis no estado.
Investigação é considerada importante pelo setor
Em São Paulo, o Sincopetro também informou ter observado aumento no preço dos combustíveis.
Para o presidente da entidade, José Alberto Gouveia, a investigação pode ajudar a esclarecer a origem dos reajustes.
“O que não pode é o dono do posto levar a culpa como estão tentando fazer. Ele não aumentou porque quis, ele aumentou porque o preço para ele também subiu”, afirmou.
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