Crise diplomática: governo Trump revoga visto de embaixadora do Brasil nos EUA
Palácio do Planalto rebate justificativas do governo norte-americano, acusa interferência política e afirma que decisão viola normas diplomáticas internacionais.
- O governo brasileiro reagiu à revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti pelos EUA, classificando a medida como hostil e dizendo que as justificativas norte-americanas são falsas.
- Os EUA afirmam que a revogação ocorreu por demora do Brasil em conceder o agrément; o Brasil nega, diz que o pedido está em análise e que a Convenção de Viena não prevê prazo, além de alegar quebra de protocolo por divulgação pública do indicado antes da autorização.
- O Planalto diz que o caso integra uma “escalada” de ações hostis, com menção à negativa de entrada de representantes dos EUA supostamente ligados a questionar o sistema eleitoral brasileiro.
- O governo também aponta que autoridades brasileiras seguem sob sanções da Lei Magnitsky e que Lula tentou diálogo com Trump em maio para remover as sanções, sem resultado até agora.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

FOTO: © Antônio Cruz/ Agência Brasil
Notícias do Brasil – O governo brasileiro reagiu com firmeza à decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em nota divulgada nesta terça-feira (4), o Palácio do Planalto classificou a medida como uma ação hostil e afirmou que as justificativas apresentadas pelo governo do presidente Donald Trump são falsas.
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Planalto contesta versão dos Estados Unidos
Segundo o Departamento de Estado norte-americano, a revogação do visto ocorreu devido à demora do Brasil em conceder o agrément — aprovação diplomática — ao indicado pelo governo Trump para assumir a embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
O governo brasileiro negou essa versão e afirmou que o pedido segue em análise, destacando que a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas não estabelece prazo para a concessão desse tipo de autorização.
Além disso, o Planalto argumenta que os Estados Unidos descumpriram o protocolo diplomático ao divulgar publicamente o nome do indicado antes da autorização oficial do governo brasileiro.
Governo fala em “escalada de medidas hostis”
Na nota oficial, o governo Lula afirmou que a decisão não representa um episódio isolado, mas faz parte de uma sequência de ações consideradas hostis por parte da administração norte-americana.
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Segundo o Planalto, as medidas têm motivação ideológica e são incompatíveis com a relação histórica de respeito entre os dois países.
Brasil cita tentativa de interferência eleitoral
O governo também mencionou a negativa de entrada de dois representantes do governo norte-americano, alegando que eles teriam como objetivo questionar o sistema eleitoral brasileiro.
Na avaliação do Planalto, o episódio demonstra uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro.
Sanções e diálogo entre os países
A nota relembra ainda que autoridades brasileiras, incluindo integrantes do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), permanecem sob sanções impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky.
Segundo o governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou dialogar com Donald Trump durante visita realizada a Washington, em maio deste ano, quando solicitou a retirada dessas sanções, mas, até o momento, não houve mudança na posição norte-americana.
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