Guarda municipal que matou secretário dentro de prefeitura disse que “tinha demônio na sala”
O crime ocorreu dentro da sede da Prefeitura e chocou os moradores e autoridades locais.
- Foto: Reprodução
A cidade de Osasco, na Grande São Paulo, foi palco de uma tragédia nesta segunda-feira (6), quando o guarda civil Henrique Marival de Sousa foi preso sob suspeita de assassinar a tiros o secretário-adjunto de Segurança e Controle Urbano, Adilson Custódio Moreira. O crime ocorreu dentro da sede da Prefeitura e chocou os moradores e autoridades locais.
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Segundo relatos, o incidente teve início durante uma reunião convocada pelo secretário para comunicar mudanças nos horários e nos locais de trabalho da Guarda Civil Municipal (GCM). Henrique, que até então fazia parte da equipe de proteção à primeira-dama do município, foi informado de que seria transferido para outra função. A decisão parece ter descontentado o guarda, que permaneceu na sala após o término da reunião para conversar com o secretário.
De acordo com testemunhas, Henrique sacou a arma e disparou pelo menos 10 vezes contra Adilson Custódio Moreira, matando-o na hora. O ato violento foi presenciado por outros membros da GCM que, atônitos, fugiram do local. Em seguida, o suspeito trancou a sala, bloqueando as entradas e saídas com barricadas improvisadas, enquanto aguardava a chegada da polícia.
Uma equipe de negociação foi acionada para lidar com a situação de crise. Um inspetor da GCM que participou das tratativas revelou que, ao se aproximar da sala, Henrique fez declarações inquietantes. “Aqui dentro, só tem eu, o Moreira e o demônio”, teria afirmado o suspeito, sugerindo um estado mental alterado ou um forte delírio no momento do crime. Ele também repetiu várias vezes que a vítima era “suja”, sem dar maiores explicações.
Motivação e Contexto
A motivação para o crime parece estar relacionada à transferência de funções dentro da GCM. Henrique, que fazia parte da equipe de proteção à primeira-dama, teria se irritado ao saber que seria removido dessa posição em 2025. Durante a reunião, o secretário-adjunto deixou claro que estava aberto a conversas particulares com os guardas que desejassem discutir as mudanças, o que resultou na tragédia.
Adilson Custódio Moreira, que era conhecido pelo seu trabalho em prol da segurança pública de Osasco, tinha 48 anos e era respeitado por seus colegas de trabalho. Sua morte deixa um vazio na administração municipal e levanta questionamentos sobre a pressão e os desafios enfrentados por agentes de segurança em ambientes de alta tensão.
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