Haddad diz que dólar deveria cair, mas é sustentado por incertezas globais
Segundo ele, a atual volatilidade no mercado global é reflexo direto das políticas protecionistas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (11) em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, sob uma perspectiva econômica tradicional, o dólar deveria estar em queda, mas a instabilidade internacional tem impedido esse movimento. Segundo ele, a atual volatilidade no mercado global é reflexo direto das políticas protecionistas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs uma nova rodada de tarifas — um “tarifaço” — sobre importações.
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Haddad destacou que os fundamentos econômicos norte-americanos, especialmente o déficit fiscal acima de US$ 1 trilhão — atingindo US$ 1,3 trilhão apenas no primeiro semestre do ano fiscal de 2025 —, deveriam pressionar o dólar para baixo. Em teoria, um desequilíbrio dessa magnitude indicaria a necessidade de desvalorização da moeda americana.
Contudo, esse efeito está sendo contrabalançado por um ambiente de tensões comerciais e declarações contraditórias sobre política externa e tarifas por parte do governo norte-americano. “O mundo está no meio de uma turbulência, e isso afeta diretamente a precificação das moedas”, observou o ministro.
A fala de Haddad vem em um momento de alta sensibilidade do câmbio, em que diversos fatores geopolíticos, como conflitos internacionais e decisões de política monetária dos EUA, influenciam o comportamento da moeda. O dólar vem se mantendo em patamares elevados, mesmo com os fundamentos sugerindo um caminho oposto.
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