Hugo Motta articula avanço de PEC que prevê fim da escala 6×1
Projeto do governo vai tratar das regras de transição para empresas e categorias.
- Foto: PR
Resumo
O presidente da Câmara, Hugo Motta, fechou acordo com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avançar na votação da PEC que prevê o fim da escala 6×1. A proposta deve ser analisada no plenário ainda em maio, enquanto um projeto de lei do Planalto definirá regras de transição e detalhes para cada categoria profissional.
Notícias do Brasil – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, alinhou com o governo federal a tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e tem apenas uma folga semanal.
PUBLICIDADE
Leia mais: Nikolas Ferreira critica Lula após fim da “taxa das blusinhas”
O acordo foi fechado nesta quarta-feira (13) com integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prevê que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seja votada primeiro, enquanto um projeto de lei do Palácio do Planalto ficará responsável por regulamentar as regras de transição.
PEC deve avançar ainda neste mês
A proposta discutida na Câmara surgiu a partir de iniciativas dos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton. O texto está sendo analisado por uma comissão especial e a expectativa é que seja levado ao plenário até o fim de maio. A relatoria está sob responsabilidade do deputado Leo Prates.
Texto prevê limite de 40 horas semanais
De acordo com a proposta em debate, a PEC deverá estabelecer regras gerais para a jornada de trabalho no país.
PUBLICIDADE
Entre os pontos previstos estão:
- teto de 40 horas semanais;
- dois dias de descanso remunerado;
- fortalecimento das convenções coletivas;
- possibilidade de escalas alternativas, como o modelo 4×3.
Governo prepara regras técnicas
Enquanto a PEC define os princípios gerais, o projeto de lei elaborado pelo governo federal deve detalhar como será a implementação das mudanças em diferentes setores da economia.
A proposta deverá tratar de regras de transição e especificidades de cada categoria profissional.
A estratégia do governo e da Câmara é acelerar a tramitação diante do calendário eleitoral de 2026, que tende a reduzir o ritmo das votações no Congresso.
Reunião definiu próximos passos
Antes do anúncio do acordo, Hugo Motta se reuniu com os ministros José Guimarães e Luiz Marinho, além do relator Leo Prates e do presidente da comissão especial, Alencar Santana.
Segundo integrantes do governo, a intenção é que a transição para o novo modelo seja imediata, sem medidas de compensação patronal. O tema ganhou força nas últimas semanas e vem gerando debates entre parlamentares, trabalhadores e representantes do setor empresarial.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






