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Hugo Motta coloca fim da escala 6×1 como item único para destravar plenário

Proposta será analisada na próxima semana após impasse entre Hugo Motta e governo federal.

Por Natan AMPOST

12/06/2026 às 13:06 - Atualizado em 13/06/2026 às 09:23

Resumo

A Câmara dos Deputados confirmou para a próxima semana a votação do projeto que prevê mudanças na escala de trabalho 6×1. A proposta do governo Lula tramita em regime de urgência constitucional, trava a pauta da Casa e está no centro de um embate entre o presidente da Câmara, Hugo Motta, o Palácio do Planalto e a equipe econômica.

Notícias do Brasil – A Câmara dos Deputados confirmou para a próxima semana a votação do projeto que altera a escala de trabalho 6×1, uma das principais propostas trabalhistas defendidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto passou a bloquear outras deliberações na Casa por tramitar em regime de urgência constitucional, aumentando a pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para encontrar uma saída que destrave a pauta do plenário.

A proposta aparece como item único da pauta divulgada pela Câmara nesta sexta-feira (12) e deve ser apreciada pelos parlamentares na próxima terça-feira (16). O movimento ocorre em meio a divergências entre o Legislativo, o governo federal e integrantes da equipe econômica.

A estratégia adotada por Hugo Motta busca acelerar a tramitação da matéria e evitar que outros projetos considerados prioritários permaneçam paralisados.

Hugo Motta tenta destravar agenda da Câmara

Para conduzir a discussão, Hugo Motta escolheu o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator do projeto. A intenção é alinhar o texto à proposta de emenda constitucional aprovada anteriormente pela comissão especial da Câmara em 27 de maio.

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Nos bastidores, a decisão é interpretada como uma tentativa de simplificar o debate e acelerar a votação. A versão que deverá ir ao plenário reproduz parte da estrutura da PEC que trata da redução da jornada de trabalho.

Inicialmente, o governo pretendia incluir regras específicas para diferentes setores da economia, permitindo adequações conforme as características de cada atividade profissional. Entretanto, com a pressa para votar a matéria e liberar a pauta da Câmara, essas particularidades podem ficar para uma discussão futura.

A medida evidencia um impasse entre o Palácio do Planalto e a presidência da Câmara.

Governo rejeitou retirar urgência

Nos últimos dias, Hugo Motta procurou integrantes do governo para solicitar a retirada do regime de urgência constitucional do projeto. A mudança permitiria mais tempo para negociações e evitaria o bloqueio das votações.

Contudo, o Executivo não aceitou recuar.

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Leia mais: Lula bloqueia R$ 24 bilhões do Orçamento e atinge programas sociais, saúde e Defesa

Sem acordo, o presidente da Câmara decidiu levar o texto à votação mesmo sem consenso com o governo sobre o formato final da proposta.

Em declarações recentes, Motta demonstrou incômodo com a situação e deixou claro que pretende destravar os trabalhos legislativos independentemente das negociações em andamento.

A pressão sobre o parlamentar também aumentou devido a outras matérias consideradas prioritárias por diferentes bancadas.

Pautas de impacto fiscal preocupam equipe econômica

O projeto relacionado à escala de trabalho integra um conjunto de propostas que vêm sendo classificadas por integrantes da área econômica como potenciais geradoras de forte impacto sobre as contas públicas.

Entre elas está a medida que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de outras fontes de arrecadação para financiar despesas públicas.

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Segundo estimativas citadas durante as discussões legislativas, o impacto financeiro da proposta pode alcançar cerca de R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos.

Por causa dos valores envolvidos, o tema passou a figurar entre as principais preocupações do Ministério da Fazenda.

A equipe econômica avalia que determinadas iniciativas aprovadas recentemente pelo Congresso podem gerar dificuldades para o equilíbrio fiscal e para o cumprimento das metas estabelecidas pelo governo federal.

Senado amplia pressão sobre o governo

A tensão aumentou após o Senado Federal aprovar o projeto na quarta-feira (10), mesmo sem um entendimento prévio com a equipe econômica.

A votação foi conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que decidiu colocar a matéria em pauta apesar das resistências apresentadas por integrantes do governo.

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O episódio foi interpretado como mais um sinal da crescente autonomia do Congresso Nacional em relação às orientações do Palácio do Planalto.

Além dessa proposta, o Senado também avançou sobre outras matérias com potencial de impacto fiscal elevado.

Entre elas estão iniciativas relacionadas à aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e ao reajuste dos pisos salariais de médicos e dentistas.

Judicialização entra no radar

Diante da sequência de aprovações, integrantes da equipe econômica passaram a discutir alternativas para tentar barrar medidas consideradas incompatíveis com as regras fiscais em vigor.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não descarta recorrer ao Judiciário contra projetos que, na avaliação da área técnica, possam contrariar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

A possibilidade de judicialização demonstra o grau de tensão existente entre Executivo e Congresso em torno das propostas que ampliam gastos públicos ou criam novas obrigações financeiras para a União.

Com a votação marcada para a próxima semana, a Câmara dos Deputados se prepara para analisar uma das matérias mais sensíveis do momento, em um cenário de pressão política, disputa institucional e preocupações fiscais que seguem mobilizando governo, parlamentares e setores da economia.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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