Hugo Motta e Davi Alcolumbre suspendem sessões após obstrução de parlamentares bolsonaristas
Deputados e senadores da base bolsonarista ocuparam as mesas diretoras das duas Casas.
- Foto: Saulo Cruz / Agência Senado
Notícias do Brasil – As sessões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal previstas para esta terça-feira (5) foram canceladas em meio a um protesto conduzido por parlamentares da oposição, que obstruíram os trabalhos legislativos em reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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A obstrução começou pela manhã, quando deputados e senadores da base bolsonarista ocuparam as mesas diretoras das duas Casas, impedindo o andamento das sessões e pedindo impeachment de Moraes. Em resposta, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou o cancelamento da sessão do dia e convocou uma reunião emergencial com os líderes partidários para esta quarta-feira (6), com o objetivo de encontrar uma saída para o impasse político.
“Acompanho a situação em Brasília desde as primeiras horas do dia. Determinei o encerramento da sessão e amanhã chamarei reunião de líderes para tratar da pauta, que sempre será definida com base no diálogo e no respeito institucional”, afirmou Motta em publicação nas redes sociais.
No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), também decidiu suspender as atividades e criticou a postura dos parlamentares que aderiram à obstrução. Em nota oficial, classificou a ação como um “exercício arbitrário das próprias razões” e contrária aos princípios democráticos. Ele reforçou que é necessário manter a civilidade e o respeito mútuo, convocando igualmente uma reunião com os líderes do Senado para tentar restabelecer o funcionamento da Casa.
O protesto da oposição ocorre um dia após Moraes determinar a prisão de Bolsonaro por descumprimento reiterado de medidas cautelares. A decisão causou forte reação entre os aliados do ex-presidente, que acusam o STF de perseguição política e censura à liberdade de expressão.
Líderes bolsonaristas afirmam que continuarão mobilizados no plenário enquanto Bolsonaro permanecer em prisão domiciliar, o que pode comprometer o andamento de votações importantes na semana.
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