Imagens mostram reunião de André Esteves com Dias Toffoli em resort de luxo
Do helicóptero desembarcam primeiro Luiz Pastore e, em seguida, o banqueiro. Toffoli cumprimenta Pastore com abraço e beijo no rosto.
- Foto: reprodução
Resumo
Imagens revelam encontro do ministro Dias Toffoli com o banqueiro André Esteves e o empresário Luiz Pastore no resort Tayayá, no Paraná. O vídeo reacende questionamentos sobre a relação do magistrado com empresários influentes e o uso frequente do empreendimento, tratado por funcionários como “resort do Toffoli”.
Chegada de helicóptero chama atenção
Notícias do Brasil – As imagens mostram a chegada de um helicóptero Eurocopter AS365 Dauphin, de fabricação francesa, avaliado em cerca de US$ 12 milhões. A aeronave, identificada pelo prefixo PT-PCT — referência ao BTG Pactual —, pertenceu a André Esteves.
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Do helicóptero desembarcam primeiro Luiz Pastore e, em seguida, o banqueiro. Toffoli cumprimenta Pastore com abraço e beijo no rosto. Já André Esteves é recebido com aperto de mão e abraço. Em outro momento, os três aparecem conversando informalmente, segurando copos de bebida.
Relações com figuras influentes
André Esteves é considerado um dos banqueiros mais poderosos do país e mantém proximidade com autoridades do Judiciário, do Executivo e do Tribunal de Contas da União (TCU). Embora, à época do encontro, não houvesse processos do BTG sob relatoria de Toffoli, decisões do STF podem impactar diretamente negócios do banco.
Luiz Pastore, por sua vez, atua em diversos setores, como metalurgia, importação, indústria e administração imobiliária, além de manter relações próximas com figuras do meio político e empresarial.
Pastore também foi responsável por transportar Toffoli em um jatinho particular para assistir à final da Copa Libertadores, no Peru, em novembro de 2025. A viagem, feita na companhia do advogado Augusto de Arruda Botelho, levantou questionamentos sobre a imparcialidade do ministro em casos envolvendo o Banco Master, cliente do escritório do advogado.
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As críticas se intensificaram em meio a debates internos no STF sobre a criação de um código de conduta para ministros, proposta apresentada pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
O “resort do Toffoli”
Funcionários do Tayayá relatam tratar o ministro como proprietário do empreendimento. Reportagens apontam que Toffoli dispõe de uma casa de luxo em área reservada, além de barco exclusivo e uso frequente da estrutura para eventos privados.
Apesar disso, documentos oficiais indicam que o resort esteve registrado em nome de dois irmãos e um primo do ministro, por meio de empresa sediada em uma residência simples em Marília (SP), cidade natal de Toffoli.
Venda do resort e ligação com a J&F
Em abril de 2025, o Tayayá foi vendido ao advogado Paulo Humberto Barbosa, ligado a dirigentes da J&F, conglomerado dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Dois anos antes da transação, Toffoli suspendeu o pagamento de uma multa de R$ 10,3 bilhões aplicada ao grupo.
Mesmo após a venda, registros indicam que o ministro passou 58 dias no resort, incluindo a realização de uma festa para cerca de 140 convidados no fim do ano.
Dados do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) apontam que, entre 2022 e janeiro de 2026, Toffoli permaneceu ao menos 168 dias no resort, distribuídos em 19 visitas — uma média de uma estadia a cada sete dias.
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