Indústria quer prioridade para BRs, hidrovia, portos e infovias no Amazonas
Levantamento “Panorama da Infraestrutura – Região Norte” aponta obras viárias, hidroviárias e de conectividade como essenciais para reduzir custos e ampliar a competitividade.
Notícias do Brasil – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, nesta quarta-feira (15), pesquisa com a percepção de empresários da indústria do Amazonas e um conjunto de 11 obras e programas prioritários que, na avaliação do setor, deveriam receber atenção do Governo Federal para destravar gargalos e impulsionar a competitividade regional.
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No levantamento Panorama da Infraestrutura – Região Norte, os industriais apontam como central a BR-319 (Manaus–Porto Velho), com a retomada do licenciamento ambiental do “trecho do meio” — hoje travado entre Ibama e DNIT — e a melhoria geral das condições de transporte. Também figuram como prioritárias a recuperação de trechos da BR-174 (Manaus–Boa Vista) e a concessão da Hidrovia do Madeira, viabilizando dragagem, sinalização, batimetria e derrocagem.
Veja as 11 prioridades elencadas pelos industriais do Amazonas:
BR-319 (Porto Velho–Manaus): avançar no licenciamento ambiental para garantir condições adequadas de transporte;
BR-174/AM: recuperar trechos com problemas em asfalto e pontes e duplicar pontos de maior tráfego;
BR-317/AM: iniciar manutenção e asfaltamento (Lábrea–Boca do Acre e conexão com a AC-040, rumo ao Peru), com delimitação de reservas e zoneamento do entorno;
Hidrovia do Madeira: avançar na concessão para viabilizar dragagem, sinalização, batimetria e derrocagem;
Rio Amazonas: contratar estudo detalhado de dinâmica climatológica e níveis dos rios para projetos de baixo impacto e alta efetividade logística;
Contenção de erosão fluvial (Tefé e Tabatinga): construir muros de contenção para gestão de riscos e resposta a desastres;
IP4 da Manaus Moderna: construir Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte para conectar Manaus ao interior;
Terminal Manaus Moderna: avançar na revitalização e modernização do porto, com mais segurança e conforto;
Aeroportos no AM: implementar voos regulares com tarifas acessíveis;
Infovias: ampliar a fibra óptica (Infovia 05 Autazes–Porto Velho; Infovia 06 Manacapuru–Rio Branco; Infovia 08 Fonte Boa–Cruzeiro do Sul);
Programa Norte Conectado: fortalecer a expansão da infraestrutura de comunicações na Amazônia.
O estudo, que reúne dados de transporte, energia e saneamento, mostra que 74% dos empresários classificam a infraestrutura do Norte como regular, ruim ou péssima. Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o papel estratégico da região — pela biodiversidade e recursos naturais — é hoje limitado por rodovias precárias, baixa integração energética, entraves no transporte hidroviário e acesso restrito a serviços essenciais, elevando custos e desestimulando investimentos. Alban defende fortalecer a infraestrutura da Região Norte, com respeito aos marcos legais e ambientais, como condição para atração de capital e crescimento industrial.
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