INSS amplia prazo para contestar descontos em aposentadorias
Segurados têm até junho para reaver valores cobrados sem autorização por associações; devoluções já somam R$ 3 bilhões.

Conforme apuração original do portal Agência Gov, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) oficializou a prorrogação por 90 dias do prazo para que beneficiários questionem cobranças associativas realizadas sem consentimento. A nova data limite, fixada em 20 de junho, substitui o cronograma anterior que se encerraria em março, oferecendo uma janela maior para a regularização de proventos.
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A medida, publicada no Diário Oficial da União, atende a uma demanda direta da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades sistêmicas nas folhas de pagamento da Previdência Social. O foco recai sobre entidades que aplicam mensalidades sem a devida anuência do segurado, prática que tem gerado um volume massivo de reclamações administrativas e judiciais.
Impacto financeiro e investigação parlamentar
O volume de recursos envolvidos na operação impressiona. Até o momento, o INSS registra que mais de 6,4 milhões de pessoas iniciaram processos de contestação. Desse total, cerca de 4,4 milhões de beneficiários já firmaram acordos de ressarcimento, o que resultou na devolução de aproximadamente R$ 3 bilhões aos cofres dos cidadãos em todo o território nacional.
A adesão ao acordo de devolução é o caminho mais rápido para recuperar o dinheiro. Mesmo após o encerramento do prazo de contestação em junho, a possibilidade de negociar o ressarcimento permanecerá aberta para quem já identificou o problema. Atualmente, quase 750 mil segurados já possuem parecer favorável e aguardam apenas a formalização para receber os valores retroativos referentes ao período entre março de 2020 e março de 2025.
Como solicitar o ressarcimento dos valores
O procedimento é digital e descentralizado. O segurado deve acessar o portal ou aplicativo Meu INSS, utilizar a Central 135 ou comparecer a uma agência dos Correios para registrar a queixa. Após a denúncia, a associação responsável pelo desconto tem 15 dias úteis para apresentar provas de que a cobrança foi autorizada. Caso a entidade não se manifeste ou apresente documentos com indícios de fraude, como assinaturas falsificadas, o sistema libera automaticamente a opção de adesão ao acordo.
Uma vez aceitos os termos, o depósito do montante devido ocorre de forma ágil, caindo na conta do benefício em até três dias úteis. É uma resposta direta à necessidade de desburocratizar o acesso a direitos fundamentais de idosos e pensionistas que foram lesados por práticas comerciais abusivas.
Regras específicas para grupos prioritários
Para determinados perfis de segurados, o governo estabeleceu um fluxo de proteção ainda mais rígido. Indígenas, quilombolas e idosos com idade superior a 80 anos não precisam realizar a adesão manual ao acordo. Nesses casos, o ressarcimento dos descontos indevidos é processado de forma automática diretamente na folha de pagamento, reconhecendo a vulnerabilidade desses grupos e a dificuldade de acesso a ferramentas digitais.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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