Investigação revela que Daniel Vorcaro operava núcleos chamados “A Turma” e “Os Meninos
Investigação aponta atuação de policiais, operadores do jogo do bicho e especialistas em ataques virtuais.
- Foto: Divulgação
Resumo
A Polícia Federal afirmou ter identificado dois núcleos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro: “A Turma”, responsável por intimidações e monitoramento de desafetos, e “Os Meninos”, apontado como grupo especializado em ataques cibernéticos. A nova fase da Operação Compliance Zero teve prisões autorizadas pelo ministro André Mendonça.
Notícias do Brasil – A Polícia Federal revelou detalhes de uma estrutura supostamente ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigada por atuar em ações de intimidação, espionagem e ataques cibernéticos contra desafetos do empresário.
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Segundo as investigações, o esquema seria dividido em dois grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, ambos alvos da sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14).
Grupo teria policiais, milicianos e operadores do jogo do bicho
De acordo com a PF, “A Turma” seria composta por policiais, milicianos e operadores ligados ao jogo do bicho. O grupo é apontado como responsável por ameaças, monitoramento presencial, constrangimentos físicos e obtenção ilegal de informações sigilosas. Entre os alvos da operação está Henrique Vorcaro, preso preventivamente durante a ofensiva policial.
PF cita atuação de “Sicário”
As investigações indicam que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, seria um dos responsáveis por coordenar operações do grupo. Segundo a PF, ele comandava ações realizadas por integrantes investigados por intimidação e monitoramento de alvos ligados aos interesses de Daniel Vorcaro.
“Sicário” já havia sido preso em março deste ano durante outra fase da operação, mas morreu horas depois dentro de uma cela da PF em Belo Horizonte.
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Investigação aponta intimidações no Rio de Janeiro
A Polícia Federal também aponta que Manoel Mendes Rodrigues atuaria como liderança operacional do grupo no Rio de Janeiro, principalmente em ações intimidatórias na região de Angra dos Reis. Segundo a decisão do ministro André Mendonça, Manoel aparece nas investigações como um dos executores do braço presencial da organização.
Policial da PF teria acessado dados sigilosos
Outro investigado citado na apuração é Anderson Wander da Silva Lima, agente da Polícia Federal apontado como aliado de Marilson Roseno da Silva, policial aposentado preso em março. Segundo os investigadores, Anderson realizava consultas indevidas em sistemas internos da corporação e repassava informações sigilosas para integrantes do grupo.
A PF afirma que ele teria recebido pagamentos pela atuação.
Núcleo “Os Meninos” atuaria em ataques digitais
Além da estrutura presencial, a investigação também identificou o grupo “Os Meninos”, apontado como responsável por ataques cibernéticos.
Segundo a PF, o núcleo atuava em:
- invasões telemáticas;
- derrubada de perfis;
- monitoramento ilegal de comunicações;
- ataques digitais contra alvos investigados.
Três pessoas foram alvo de mandados de prisão por suposta participação nesse grupo. A defesa de Henrique Vorcaro afirmou que as medidas adotadas pela Justiça foram baseadas em fatos que ainda não teriam sido devidamente esclarecidos no processo. Os advogados sustentam que a defesa não teve oportunidade prévia de apresentar esclarecimentos antes das prisões.
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