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Investigado por compartilhar fotos íntimas armazenava mais de mil arquivos de mulheres, aponta polícia

Segundo a Polícia Civil, suspeito utilizava segundo celular para salvar imagens enviadas com visualização única.

Por Beatriz Silveira

15/05/2026 às 16:21 - Atualizado em 13/06/2026 às 09:59

Jovem investigado por armazenar arquivos íntimos no celular

Foto: Reprodução

Resumo

A Polícia Civil identificou mais de 1,1 mil arquivos íntimos armazenados no celular de um jovem investigado por compartilhar imagens de mulheres em grupos de WhatsApp. Segundo o inquérito, o suspeito organizava os conteúdos em pastas com nomes das vítimas e utilizava técnicas para salvar fotos enviadas com visualização única. O caso resultou em denúncia do Ministério Público contra ele e outros envolvidos.

 Notícias do Brasil – O jovem Pedro Guilherme Becker Soares, de 23 anos, investigado por divulgar fotos íntimas de mulheres em grupos de WhatsApp, armazenava ao menos 1,1 mil arquivos em seu celular. A informação consta no inquérito da Polícia Civil que embasou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra ele e outros dois amigos.

Segundo a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), os arquivos estavam organizados em 10 pastas identificadas com nomes das vítimas.

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Polícia encontrou centenas de arquivos íntimos

As investigações apontam que as pastas armazenadas no aparelho continham imagens e vídeos de pelo menos sete mulheres.

De acordo com o inquérito, apenas uma das pastas, identificada como “nova pasta (3)”, possuía 429 arquivos íntimos.

A investigação teve início após denúncia feita por uma advogada que também seria vítima do esquema.

Suspeito usava segundo celular para gravar imagens

Segundo a Polícia Civil, Pedro recebia imagens enviadas com visualização única e utilizava um segundo aparelho celular para gravar a tela e salvar os conteúdos.

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Posteriormente, os arquivos eram compartilhados em grupos de WhatsApp com amigos.

A delegada Carolina Huppes afirmou no inquérito que o caso revelou um padrão contínuo de comportamento criminoso.

“Esta prática não foi um evento isolado, mas uma conduta reiterada e sistemática”, destacou a autoridade policial.

Delegada aponta comportamento “predatório”

No relatório da investigação, a delegada classificou a atuação do investigado como “predatória” e “ardilosa”, destacando o uso da confiança das vítimas e de recursos tecnológicos para obtenção e compartilhamento dos arquivos.

Segundo a Deam, as investigações identificaram indícios de uma dinâmica organizada para disseminação de conteúdo íntimo sem autorização.

Conversas e destruição de provas foram investigadas

Ainda conforme o inquérito, Pedro teria confessado os crimes em interações com o ChatGPT durante as investigações.

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Em junho de 2025, ele, Matheus, Felipe e outros dois amigos foram alvos de uma operação da Polícia Civil por suspeita de participação em um grupo utilizado para compartilhar imagens íntimas de mulheres.

A polícia informou que Pedro e Matheus também teriam coordenado ações para destruir provas, dificultando a identificação completa do grupo e das interações realizadas entre os participantes.

Suspeito admitiu compartilhamento das imagens

Em conversa gravada por uma advogada vítima do caso, Pedro inicialmente negou as acusações e tentou responsabilizar um amigo.

Posteriormente, segundo a denúncia, ele admitiu que compartilhava os conteúdos no grupo e afirmou acreditar que o ambiente era “confiável”.

O investigado também teria declarado que o grupo existia “há muito tempo” e que nenhum conteúdo havia sido vazado anteriormente.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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