Isenção tributária a pastores será discutida em grupo de trabalho, diz Silas Câmara
O objetivo do grupo de trabalho é eliminar as dúvidas sobre a interpretação da lei, o que culminará na edição de um novo ato para regulamentação.

Foto: Divulgação
Deputados da bancada evangélica se reuniram nesta sexta-feira, 19, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após a Receita Federal suspender uma medida do governo anterior que ampliava a isenção de contribuições previdenciárias sobre a remuneração de pastores e líderes religiosos e livrava igrejas de dívidas milionárias. Após o encontro, os deputados Silas Câmara (Republicanos-AM) e Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) afirmaram que ficou decidida a criação de um grupo de trabalho (GT) entre parlamentares e governo para eliminar as dúvidas sobre a interpretação da lei, o que culminará na edição de um novo ato para regulamentação.
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Câmara fez questão de esclarecer que não houve cancelamento, apenas suspensão do ato regulatório que tratava da isenção tributária concedida à remuneração de pastores, e que isso ocorreu por uma série de desencontros. Segundo o deputado, o questionamento feito a Haddad foi sobre a queda do ato que regulamentava a aplicação da lei.
Com a retomada do diálogo, a expectativa é que cessem as dúvidas sobre a suspensão da regulamentação, que precisa refletir os apontamentos de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas e Ministério Público da União. Ele também reiterou que a suspensão do ato não gera perdas aos pastores, e essa é uma afirmação incerta, pois a lei não foi alterada.
Questionado sobre possíveis práticas inadequadas por parte dos pastores, ele negou as acusações e disse que não existe no segmento religioso, sobretudo evangélico, nenhum “jeitinho” para usar benefícios irregularmente.
Crivella, presente no encontro, enfatizou que não há perseguição do governo em relação à lei que concede imunidade tributária a pastores e não há oposição a igrejas, pois a resolução suspensa apenas trazia instruções aos fiscais para a aplicação da isenção.
Ele também mencionou que aproveitou a reunião para discutir com Haddad sobre a PEC por ele apresentada, que propõe imunidade tributária para templos religiosos. Segundo o deputado, o ministro e o governo apoiam o mérito do tema.
Estadão Conteúdo

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