Itamaraty critica EUA por expulsão de delegado da PF e fala em quebra de protocolo
Em nota oficial, o Itamaraty afirmou que a decisão norte-americana ocorreu sem qualquer comunicação prévia.
- Foto: PF
Resumo
O Itamaraty criticou a decisão dos Estados Unidos de expulsar um delegado da Polícia Federal que atuava no país, classificando a medida como unilateral e fora das práticas diplomáticas. O caso gerou reação do governo brasileiro, que adotou o princípio da reciprocidade.
Notícias do Brasil – O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) manifestou insatisfação com a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar do país um delegado da Polícia Federal brasileira que atuava como oficial de ligação na Flórida. A medida foi classificada como unilateral e em desacordo com práticas diplomáticas tradicionais.
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Em nota oficial, o Itamaraty afirmou que a decisão norte-americana ocorreu sem qualquer comunicação prévia ou tentativa de diálogo com o governo brasileiro. O órgão destacou que a atuação do delegado estava respaldada por um acordo de cooperação bilateral entre os dois países.
Segundo o comunicado, a ausência de consulta prévia rompe protocolos esperados em relações diplomáticas consolidadas. O texto também menciona que a decisão não seguiu a “boa prática diplomática” entre nações com histórico de cooperação.
Aplicação do princípio da reciprocidade
Diante da situação, o governo brasileiro anunciou a adoção do princípio da reciprocidade. Na prática, isso significa que um agente norte-americano que exerce função semelhante no Brasil também terá suas atividades interrompidas.
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A medida foi comunicada à representação diplomática dos Estados Unidos no país como resposta direta à decisão envolvendo o delegado brasileiro.
Contexto da tensão diplomática
O episódio ocorre após a detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem em território norte-americano. Considerado foragido pela Justiça brasileira, ele foi alvo de um pedido de extradição, mas acabou sendo liberado dias depois sem comunicação prévia ao Brasil.
As autoridades dos Estados Unidos alegaram questões relacionadas ao status migratório do ex-parlamentar, enquanto o governo brasileiro apontou quebra de confiança na cooperação entre os países.
Acusações e divergências
Ao justificar a retirada do delegado, autoridades norte-americanas afirmaram que houve tentativa de interferência em procedimentos migratórios. Já o Brasil contesta essa versão e reforça que o agente atuava dentro das atribuições legais de cooperação internacional.
Substituição já prevista
A Polícia Federal informou que a troca do representante brasileiro nos Estados Unidos já estava programada anteriormente. A delegada Tatiana Alves Torres foi designada para assumir a função, com previsão de permanência de dois anos.
O caso evidencia um momento de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente na área de cooperação policial e jurídica. A expectativa agora é sobre os desdobramentos diplomáticos e a retomada do diálogo entre os dois países.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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