Jorge Messias chega à sabatina no Senado com apoio de 47 parlamentares para o STF
Após um hiato de 131 dias entre o anúncio e a formalização da mensagem presidencial, ministro da AGU enfrenta a CCJ nesta quarta-feira com placar favorável

FOTO: Ascom/AGU
Resumo:
O ministro Jorge Messias (AGU) será sabatinado pela CCJ do Senado nesta quarta-feira (29) para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF. Indicado pelo presidente Lula, Messias já articula o apoio de pelo menos 47 senadores, superando os 41 votos necessários para aprovação no plenário após um longo período de espera.
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Notícias do Brasil – O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, entra na semana decisiva para sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) com um cenário político pavimentado. Segundo levantamentos de bastidores, o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta com o compromisso de voto de, no mínimo, 47 senadores. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está agendada para esta quarta-feira, 29 de abril, encerrando um período de cinco meses de espera desde o anúncio oficial de seu nome.
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Peregrinação e articulação política no Congresso
Para consolidar sua base de apoio, Messias realizou uma intensa agenda de visitas institucionais, conversando pessoalmente com cerca de 77 dos 81 senadores. A estratégia incluiu diálogos com parlamentares da oposição, focando em suas credenciais técnicas e na sua trajetória na administração pública. O objetivo foi dissipar resistências e garantir uma margem de segurança para a votação em plenário, onde são necessários 41 votos favoráveis para a confirmação da cadeira na Suprema Corte.
Histórico de atrasos e os próximos passos na Corte
O processo de indicação foi marcado por uma demora incomum. Embora anunciado em novembro de 2025 para substituir o ministro Luís Roberto Barroso — que se aposentou antecipadamente —, a mensagem oficial do Planalto só chegou ao Senado em 1º de abril de 2026. Interlocutores atribuem o atraso ao receio de rejeição e às negociações políticas envolvendo o comando do Senado. Caso seja aprovado pela CCJ e pelo plenário, Messias assumirá uma Corte pressionada por pautas de alto impacto jurídico e político, herdando um acervo de processos significativos.
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