Juíza que criticou gastos de magistrados com “café e lanche” recebeu quase R$ 710 mil em 2025
Durante a sustentação no STF, Cláudia afirmou que juízes de primeiro grau custeiam despesas básicas do próprio bolso.
- Foto: Reprodução
Resumo
A juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares virou alvo de críticas após reclamar, no STF, de gastos próprios com “lanche e café”. Dados mostram que ela recebeu quase R$ 710 mil líquidos em 2025. A fala ocorreu no contexto do debate sobre a suspensão de benefícios extras da magistratura.
Notícias do Brasil – A juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), entrou no centro de uma controvérsia após questionar, em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), a falta de reajuste anual e despesas que, segundo ela, magistrados de primeiro grau precisam arcar, como café e lanche.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Leia mais: Desembargador do TJMG é afastado pelo CNJ após absolver réu acusado de estupro
A declaração ganhou repercussão nacional depois que veio a público que a magistrada recebeu quase R$ 710 mil líquidos ao longo de 2025, conforme levantamento divulgado pela imprensa.
Rendimentos acima do subsídio-base
Embora o subsídio mensal da magistratura ultrapasse R$ 40 mil, o total anual foi elevado por verbas indenizatórias e direitos eventuais. Dados do Painel de Remuneração dos Magistrados, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), indicam que apenas em dezembro a juíza recebeu cerca de R$ 130 mil líquidos.
Outro ponto citado foi a isenção de Imposto de Renda concedida à magistrada desde agosto de 2024, benefício previsto em lei para pessoas com doenças graves.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Fala sobre estrutura gera reação
Durante a sustentação no STF, Cláudia afirmou que juízes de primeiro grau custeiam despesas básicas do próprio bolso.
“Não tem água e não tem café, ministro Dino. No primeiro grau não tem, nós pagamos”, declarou.
Ela também mencionou que, segundo sua avaliação, há carência estrutural em algumas unidades judiciais.
Nos bastidores, porém, ministros do STF avaliaram reservadamente que as declarações demonstrariam um possível “descolamento” da realidade, especialmente diante dos valores recebidos pela magistrada.
Debate sobre o teto continua no STF
A discussão ocorre em meio à decisão recente do STF que suspendeu pagamentos conhecidos como “penduricalhos” não previstos em lei. O julgamento definitivo do tema foi adiado para 25 de março.
O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, determinou a criação de um grupo de trabalho com prazo de 60 dias para propor uma regra de transição sobre as verbas indenizatórias no serviço público.
Já decisão do ministro Gilmar Mendes estabeleceu que tribunais e Ministérios Públicos só podem pagar indenizações se houver previsão expressa em lei aprovada pelo Legislativo, reforçando a necessidade de cumprimento do teto constitucional.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






