R$ 1 milhão por ano: Juízes brasileiros receberam quase o dobro do teto constitucional em 2025
Levantamento baseado em dados do CNJ aponta que 91,6% dos magistrados com 12 meses de contracheques receberam acima do teto constitucional.
- A média de remuneração anual de magistrados em 2025 foi de R$ 1.065.932, equivalendo a aproximadamente R$ 81,9 mil por mês, quase o dobro do teto de R$ 46,3 mil.
- 91,6% dos magistrados com contracheques registrados durante todo o ano de 2025 receberam valores acima do teto constitucional.
- Os pagamentos superiores ao teto aparecem em vários tribunais, sendo apenas o TSE e o CJF os com média mensal abaixo do limite.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Arte: AM POST
Notícias do Brasil – Os magistrados brasileiros receberam, em média, R$ 1.065.932 em 2025, segundo levantamento elaborado pelo auditor da Controladoria-Geral da União (CGU) Sérgio Guedes-Reis a partir de microdados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Considerando a divisão do valor pelos 12 meses do ano, a média chega a aproximadamente R$ 81,9 mil mensais.
O montante corresponde a quase o dobro do teto constitucional do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46,3 mil. Os valores considerados no levantamento incluem a remuneração registrada nos dados analisados, o que permite identificar situações em que os pagamentos ultrapassaram o limite constitucional.
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91,6% receberam acima do teto em 2025
O levantamento aponta que 91,6% dos magistrados que tiveram os 12 meses de contracheques registrados em 2025 receberam valores acima do teto constitucional. O percentual considera especificamente os integrantes da magistratura que tiveram registros de remuneração durante todo o ano, evitando comparar de forma direta servidores com períodos incompletos de recebimento.
A diferença entre a média anual e o teto também evidencia o peso dos pagamentos que ultrapassam o subsídio básico máximo estabelecido para o funcionalismo.
Pagamentos acima do teto aparecem em diferentes tribunais
Segundo o estudo, os valores superiores ao teto não estão concentrados em apenas uma instituição. Entre os órgãos analisados, somente dois apresentaram remuneração média mensal inferior ao teto para seus integrantes: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Conselho da Justiça Federal (CJF).
Em outras cortes, os pagamentos médios ficaram acima do limite constitucional. Um dos exemplos citados no levantamento é o Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais (TJMMG), onde todos os magistrados analisados receberam mais de R$ 630 mil durante o ano, valor superior ao equivalente anual do teto constitucional.
Brasil tem cerca de 23,9 mil juízes e pensionistas
Os dados utilizados na análise indicam que o Brasil possui atualmente aproximadamente 23,9 mil juízes e pensionistas de magistrados. A dimensão do quadro ajuda a explicar o impacto financeiro que a remuneração da magistratura representa nas contas públicas. O levantamento também permite observar as diferenças de remuneração entre os diversos órgãos do Judiciário e a frequência com que pagamentos acima do teto aparecem nos registros.
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Estudo analisou dados do CNJ
O trabalho foi elaborado por Sérgio Guedes-Reis, auditor da CGU, com base em microdados disponibilizados pelo Conselho Nacional de Justiça. As informações foram utilizadas inicialmente no estudo “Comparação Remuneratória Internacional, Cenários de Redesenho Salarial e Impacto Orçamentário”, produzido pela organização República.org e publicado em março de 2026.
A análise compara a remuneração da magistratura brasileira com parâmetros nacionais e internacionais e também avalia possíveis impactos orçamentários de mudanças no modelo remuneratório.
O que é o teto constitucional
O teto constitucional determina o limite máximo de remuneração para agentes públicos. No caso dos servidores públicos, o valor máximo tem como referência o subsídio mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Atualmente, o teto está em R$ 46,3 mil mensais.
Na prática, porém, a remuneração registrada nos contracheques pode superar esse valor em determinadas situações, especialmente quando são considerados pagamentos classificados como verbas indenizatórias ou outras parcelas que possuem tratamento específico na legislação.
É justamente a composição desses pagamentos que ajuda a explicar a diferença entre o teto constitucional e os valores efetivamente registrados nos contracheques analisados.
Levantamento mostra impacto das remunerações no Judiciário
Os dados apresentados colocam a remuneração da magistratura no centro do debate sobre gastos públicos, estrutura salarial e aplicação do teto constitucional. O estudo não aponta apenas a média recebida pelos juízes, mas também a frequência com que os pagamentos ultrapassam o limite estabelecido pela Constituição.
A análise dos microdados do CNJ permite identificar como essa realidade se distribui entre diferentes tribunais e órgãos do Judiciário brasileiro. Meta description: Juízes brasileiros receberam média de R$ 1,06 milhão em 2025, segundo levantamento baseado em dados do CNJ. Estudo aponta que 91,6% superaram o teto.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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