Justiça bloqueia R$ 119 milhões de ‘Careca do INSS’ e empresas acusadas de fraudar aposentados
Investigação atinge empresários suspeitos de aplicar descontos ilegais em benefícios previdenciários.
- A Justiça Federal bloqueou R$ 119 milhões em bens de empresas e sócios investigados por fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS, atendendo a cinco ações da AGU.
- Entre os alvos estão Antonio Carlos Camilo Antunes (“o careca do INSS”), outros oito empresários e oito empresas de fachada, suspeitos de aplicar descontos ilegais e pagar vantagens a agentes públicos.
- O bloqueio inclui bens móveis, imóveis e ativos financeiros; outras 10 ações aguardam decisão, podendo elevar o valor bloqueado, e a AGU espera usar os recursos para ressarcir as vítimas.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de empresas e seus sócios investigados por fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão atende a cinco ações movidas pela Advocacia-Geral da União (AGU), que busca ressarcir vítimas de descontos considerados ilegais em seus benefícios.
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Entre os alvos da operação está Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “o careca do INSS”, além de outros oito empresários e oito empresas apontadas como envolvidas no esquema. A decisão foi proferida pela juíza federal Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7ª Vara Federal do Distrito Federal, que também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.
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Cada uma das ações resultou no bloqueio de até R$ 23,8 milhões em bens móveis, imóveis e ativos financeiros. Segundo a AGU, as empresas são apontadas como de fachada, criadas exclusivamente para aplicar os golpes, e há indícios de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos para viabilizar os descontos fraudulentos.
O bloqueio atinge, entre outras, as empresas Venus Consultoria, THJ Consultoria, Prospect Consultoria Empresarial, Brasília Consultoria Empresarial, Curitiba Consultoria, Xavier Fonseca Consultoria e Arpar Administração. Todos os sócios dessas empresas também tiveram seus bens tornados indisponíveis.
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A AGU informou que outras 10 ações semelhantes aguardam decisão da Justiça, podendo elevar ainda mais o valor total bloqueado. Ao todo, os pedidos de bloqueio, feitos em maio, somam R$ 2,56 bilhões contra 12 entidades e 60 réus.
As decisões foram emitidas entre os dias 2 e 3 de junho, após a juíza determinar que a ação inicial fosse desmembrada em 15 processos, para garantir mais agilidade na análise.
A expectativa da AGU é que os recursos recuperados sejam utilizados para reparar os danos causados aos aposentados e pensionistas que foram vítimas dos descontos indevidos.
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