Justiça condena influenciadoras por oferecer bananas a crianças negras em vídeo
Mãe e filha receberam pena de 12 anos de prisão e indenização de R$ 20 mil para cada vítima; decisão ainda cabe recurso.

Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – A Justiça do Rio de Janeiro condenou nesta terça-feira (19.ago.2025) as influenciadoras digitais Nancy Gonçalves Cunha Ferreira e Kerollen Cunha a 12 anos de prisão por injúria racial. Elas também terão de pagar R$ 20 mil de indenização a cada uma das vítimas e seguem com os perfis bloqueados no YouTube, Instagram e TikTok.
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O caso ocorreu em 2023, quando as duas gravaram e publicaram um vídeo em que ofereciam bananas e um macaco de pelúcia a duas crianças negras, de 9 e 10 anos. Mãe e filha eram responsáveis por canais que somavam mais de 14 milhões de seguidores e, segundo o Ministério Público, lucravam com a monetização de conteúdos, inclusive os de caráter discriminatório.
Na sentença, a juíza Simone de Faria Feraz, da 1ª Vara Criminal, classificou os atos como uma “monstruosidade”. A magistrada destacou trechos da obra do pesquisador Adilson José Moreira, que define o “racismo recreativo” como prática que utiliza o humor para encobrir hostilidade racial e reforçar relações de dominação.
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A advogada Fayda Belo, que denunciou o caso, ressaltou a gravidade do episódio. Para ela, as influenciadoras usaram da visibilidade para ridicularizar crianças negras e estimular a discriminação. “Esse tipo de violência retira nosso status de pessoa e nos animaliza como se fosse piada”, afirmou.
Apesar da condenação, Nancy e Kerollen poderão recorrer em liberdade.
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