Justiça condena por furtar UBS jovem que teve a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada na testa
Ruan da Silva recebeu pena de dois anos e oito meses de prisão após invadir unidade de saúde.
- (Foto: divulgação)
Resumo
Ruan Rocha da Silva, conhecido nacionalmente após ter a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada na testa quando adolescente, foi condenado a dois anos e oito meses de prisão por furtar uma Unidade Básica de Saúde em Diadema, no ABC Paulista. O caso reacendeu debates sobre violência, dependência química e reincidência criminal.
Notícias do Brasil – Ruan Rocha da Silva, conhecido nacionalmente após ter a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada à força na testa quando era adolescente, foi condenado a dois anos e oito meses de prisão por furtar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Diadema, no ABC Paulista.
A decisão foi assinada pelo juiz Lucas Rosa Monteiro, que considerou a gravidade do crime pelo fato de o furto ter atingido um patrimônio público destinado ao atendimento da população.
Ruan, atualmente com 26 anos, foi preso em flagrante em janeiro deste ano após invadir a unidade de saúde localizada na rua Mem de Sá, no bairro Casa Grande, e furtar uma lavadora.
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Guardas localizaram equipamento furtado
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, guardas municipais foram acionados após o furto e iniciaram buscas pela região.
Pouco tempo depois, Ruan foi encontrado com o equipamento levado da unidade de saúde. Conforme o registro policial, ele confessou o crime ainda durante a abordagem.
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Na delegacia, foi arbitrada fiança, mas o valor não foi pago. Com isso, ele permaneceu preso à disposição da Justiça.
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Durante o julgamento, o magistrado destacou que o crime teve impacto coletivo por atingir diretamente um serviço público essencial.
“No caso dos autos, a culpabilidade deve ser valorada negativamente, na medida em que o acusado praticou o delito contra a Administração Pública”, escreveu o juiz na decisão.
Caso da tatuagem ganhou repercussão nacional
Ruan ficou conhecido em todo o país em 2017, quando tinha 17 anos, após ser vítima de tortura em São Paulo.
Na época, ele teve a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada na testa por dois homens após ser acusado de tentar furtar uma bicicleta.
Os responsáveis pelo crime foram Ronildo Moreira de Araújo e Maycon Wesley Carvalho dos Reis, presos em flagrante pelo crime de tortura contra o adolescente.
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O caso provocou forte repercussão nacional e levantou debates sobre justiça com as próprias mãos, violência e exposição pública.
Na época, os autores da tatuagem afirmaram à polícia que agiram revoltados após a tentativa de furto atribuída ao adolescente.
ONG ajudou na remoção da tatuagem
Após a repercussão do caso, uma organização não governamental realizou uma campanha para arrecadar recursos destinados à remoção da tatuagem do rosto de Ruan.
Naquele período, familiares relataram que ele enfrentava dependência química e passava por dificuldades pessoais.
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Ruan chegou a ser internado em uma clínica de reabilitação e apareceu em vídeos divulgados pela família afirmando que pretendia mudar de vida.
“Eu vou ser um novo rapaz. Vou me tratar e sair limpo e forte”, disse em uma gravação divulgada na época.
Histórico de prisões continuou
Apesar da repercussão do caso e das tentativas de recomeço, Ruan voltou a se envolver em ocorrências policiais nos anos seguintes.
Em 2024, dois dias após conseguir um alvará de soltura expedido pela Justiça, ele foi novamente acusado de furtar uma residência na zona oeste da capital paulista.
Agora, a nova condenação reacende discussões sobre dependência química, vulnerabilidade social, reincidência criminal e falhas em processos de ressocialização.
O caso também voltou a movimentar as redes sociais, onde internautas relembraram a história que marcou o país anos atrás.
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