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Justiça do Pará mantém condenação do cantor Bruno Mafra por estupro de crianças

Decisão unânime considerou relatos das vítimas consistentes e negou pedido de absolvição da defesa.

Por Beatriz Silveira

27/03/2026 às 19:29 - Atualizado em 28/03/2026 às 07:00

Cantor Bruno Mafra que teve condenação mantida pela justiça do Pará por estupro de vulnerável

Foto: Reprodução

Resumo

O Tribunal de Justiça do Pará manteve a condenação do cantor Bruno Mafra a 32 anos de prisão por estupro de vulnerável continuado contra duas crianças. A decisão foi unânime, com base em relatos considerados consistentes e provas que confirmaram os crimes. A defesa nega as acusações e afirma que vai recorrer.

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Notícias do Brasil –  O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) manteve, por unanimidade, a condenação do cantor Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, pelos crimes de estupro de vulnerável continuado contra duas crianças.

O julgamento ocorreu na quinta-feira (26), durante sessão da 1ª Turma de Direito Penal. O processo tramita sob sigilo judicial, especialmente para preservar a identidade das vítimas.

Crimes ocorreram por anos, segundo denúncia

De acordo com a denúncia, os abusos aconteceram entre os anos de 2007 e 2011, quando as vítimas tinham 5 e 9 anos de idade. O caso veio à tona apenas em 2019, após ser formalmente denunciado.

Segundo a relatora do processo, desembargadora Rosi Gomes, os relatos apresentados foram considerados consistentes e detalhados, descrevendo situações de isolamento, manipulação psicológica e práticas abusivas.

Provas reforçaram acusação

Ainda conforme a decisão, os depoimentos das vítimas foram corroborados por familiares, incluindo mãe, avó materna e um tio. Um laudo sexológico também confirmou a materialidade dos crimes.

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A defesa do cantor solicitou a absolvição por insuficiência de provas, mas o recurso foi negado pelos magistrados.

Julgadores destacam gravidade dos crimes

Durante o julgamento, os desembargadores demonstraram preocupação com a recorrência de casos de violência sexual contra crianças, especialmente quando cometidos por pessoas próximas.

A decisão reforçou o entendimento jurídico de que a palavra da vítima possui valor relevante como prova em crimes dessa natureza, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Defesa contesta decisão e promete recorrer

Em nota, o escritório responsável pela defesa afirmou que o processo ainda não foi encerrado e que serão adotadas medidas recursais.

Os advogados alegam a existência de possíveis violações ao devido processo legal, que poderiam comprometer a validade da decisão. Também manifestaram preocupação com a divulgação de informações de um caso que tramita sob sigilo.

Condenação prevê 32 anos de prisão

Bruno Mafra foi condenado a 32 anos de prisão em regime inicial fechado. Apesar da decisão, ele não está preso e declarou nas redes sociais que é inocente.

A defesa informou que irá recorrer da condenação, mantendo a contestação das acusações.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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