Justiça italiana marca para julho julgamento que pode definir extradição de Carla Zambelli
Corte de Cassação de Roma analisará recurso da ex-deputada contra decisão favorável à entrega ao Brasil.
- Foto: Câmara dos Deputados
Resumo
A Corte de Cassação de Roma marcou para 1º de julho a audiência que analisará o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. O caso envolve a condenação da ex-parlamentar a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Se a extradição for autorizada pela Justiça italiana, a decisão final ficará a cargo do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio.
Notícias do Brasil – A Justiça da Itália agendou para o dia 1º de julho a próxima etapa do processo que poderá definir a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. A análise será realizada pela Corte de Cassação de Roma, considerada a mais alta instância do Judiciário italiano para questões dessa natureza.
O julgamento ocorre após a defesa da ex-parlamentar recorrer de uma decisão anterior da Corte de Apelação de Roma, que havia se manifestado favoravelmente ao pedido de extradição apresentado pelas autoridades brasileiras.
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O processo em discussão está relacionado à condenação de Zambelli por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, crimes pelos quais ela foi sentenciada a cinco anos e três meses de prisão pela Justiça brasileira.
Corte de Cassação avaliará recurso da defesa
A audiência prevista para julho será decisiva para o futuro do pedido de extradição. Os magistrados da Corte de Cassação irão analisar os argumentos apresentados pela defesa da ex-deputada contra a decisão favorável emitida anteriormente pela Corte de Apelação.
Caso os juízes confirmem o entendimento das instâncias inferiores e autorizem a extradição, o processo seguirá para uma etapa administrativa dentro do governo italiano.
Nessa fase, caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, decidir se a entrega da ex-parlamentar ao Brasil será efetivamente executada. Pela legislação italiana, o ministro possui prazo de até 45 dias para se manifestar após a conclusão do trâmite judicial.
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Caso envolve episódio ocorrido durante as eleições de 2022
A condenação que fundamenta o atual pedido de extradição está ligada a um episódio ocorrido durante a campanha eleitoral de 2022.
Na ocasião, Carla Zambelli foi acusada de perseguir um homem armada em uma área pública de São Paulo. O caso ganhou ampla repercussão nacional e acabou resultando na condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Leia mais: Justiça italiana anula extradição de Carla Zambelli e ex-deputada poderá responder em liberdade
A sentença foi posteriormente confirmada no âmbito judicial brasileiro, dando origem aos pedidos de cooperação internacional para cumprimento da pena.
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Pedido anterior foi anulado pela Justiça italiana
O novo julgamento acontece poucas semanas após uma decisão relevante da própria Corte de Cassação envolvendo Carla Zambelli.
Em maio, os magistrados italianos anularam outro pedido de extradição relacionado à condenação da ex-deputada por participação na invasão de sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Nesse caso, a pena aplicada no Brasil foi de dez anos e oito meses de prisão.
Ao analisar o processo, a Corte de Cassação apontou questionamentos sobre a imparcialidade do julgamento conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O entendimento dos magistrados italianos considerou que Moraes teria sido diretamente afetado pelos fatos investigados, uma vez que também figurava como vítima da invasão cibernética apurada pelas autoridades brasileiras.
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A decisão levou à anulação daquele pedido específico de extradição, obrigando uma nova avaliação do caso pelas instâncias competentes.
Próximos passos após a decisão
A audiência de 1º de julho será acompanhada com atenção tanto pelas autoridades brasileiras quanto pela defesa da ex-deputada.
Se a Corte de Cassação rejeitar o recurso apresentado por Zambelli, o processo avançará para a análise política e administrativa do Ministério da Justiça italiano.
Por outro lado, caso os magistrados acolham os argumentos da defesa, o pedido de extradição poderá ser revisto ou até mesmo sofrer novos desdobramentos dentro do sistema judicial da Itália.
A decisão é considerada estratégica por especialistas em cooperação jurídica internacional, já que poderá influenciar os próximos passos envolvendo a situação da ex-parlamentar brasileira no exterior.
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