Justiça manda prender jornalista que foi perseguido armada por Carla Zambelli em 2022
Decisão judicial converteu pena restritiva em prisão em regime aberto após jornalista não quitar multa.
- Foto: Reprodução
Resumo
A Justiça de São Paulo determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo após o não pagamento de valores ligados a uma condenação por difamação contra a ex-deputada Carla Zambelli. A defesa afirma que ele não possui condições financeiras para quitar a dívida e irá recorrer da decisão.
Notícias do Brasil – A Justiça de São Paulo determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo por descumprimento de obrigações financeiras impostas em processo movido pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL).
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Segundo a decisão judicial, os valores pendentes somavam R$ 2.216,30, referentes a multa penal e prestação pecuniária estabelecidas após condenação por difamação.
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A decisão foi assinada pelo juiz José Fernando Steinberg e publicada no início desta semana. No despacho, o magistrado converteu a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade diante do não cumprimento da obrigação financeira.
O jornalista havia sido condenado por publicar texto em que afirmava que Zambelli integrava uma “extrema direita mesquinha, maldosa e mercadora da morte”.
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Defesa afirma que jornalista não tem condições financeiras
O advogado Renan Bohus, responsável pela defesa de Luan Araújo, afirmou que a equipe jurídica informou à Justiça que o jornalista enfrenta dificuldades financeiras e solicitou o parcelamento do valor. Segundo a defesa, a prisão por incapacidade econômica gera preocupação e será questionada judicialmente.
“Entendemos que a pobreza não pode ser tratada como motivo para encarceramento”, declarou o advogado, que informou que pretende ingressar com pedido de habeas corpus.
Caso relembra episódio envolvendo Carla Zambelli
Luan Araújo ficou nacionalmente conhecido após ser perseguido por Carla Zambelli, armada, nas ruas de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
O episódio gerou forte repercussão política e judicial. Posteriormente, a ex-deputada foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
Além da condenação relacionada ao episódio da perseguição, Carla Zambelli também recebeu pena de 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela chegou a ser presa em Roma, na Itália, após inclusão na lista vermelha da Interpol. No entanto, a Justiça italiana anulou recentemente o processo de extradição e determinou sua soltura.
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