Brasil

Brasil


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Justiça mantém condenação de advogada que chamou juiz de ‘maugistrado’

A mulher foi sentenciada após protocolar uma petição assinando como ‘advogata’ e chamando o juiz de ‘maugistrado’.

01/06/2024 às 06:20

A 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou um recurso em que a advogada Regina Marcia Cabral Neves tentava reverter sua condenação a um ano e sete meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por calúnia, difamação e injúria a um juiz de primeiro grau. Regina foi sentenciada após protocolar uma petição assinando como ‘advogata’ e chamando Rafael Vieira Patara de ‘maugistrado’.

PUBLICIDADE

Os desembargadores sequer analisaram o teor dos pedidos da advogada. Eles entenderam que o apelo de Regina não era admissível vez que ela não pagou as custas processuais ao recorrer à Corte estadual. O acórdão foi publicado no dia 8.

Até a publicação deste texto, a reportagem buscou contato com a advogada, mas sem sucesso. O espaço está aberto para manifestações.

A sentença que Regina tentava derrubar foi assinada no dia 27 de fevereiro pelo juízo da 1ª Vara de Itanhaém. Na ocasião, a advogada teve a pena de prisão substituída por duas restritivas de direitos: pagar cinco salários mínimos para o juiz e prestar serviços à comunidade (uma hora de tarefa por dia de condenação) Além disso, foi imposta uma indenização de R$ 30 mil a ser paga pela advogada ao juiz.

No centro do imbróglio está uma petição que Regina protocolou no juízo de Itanhaém após o juiz Rafael dar uma decisão desfavorável a ela em uma ação de despejo.

PUBLICIDADE

O juiz Paulo Alexandre Rodrigues Coutinho entendeu que, após Rafael dar a tal sentença, ele passou a ter sua honra atacada pela advogada. Segundo o magistrado, Regina atribuiu, falsamente, ao outro juiz, a ‘prática de ato contra disposição expressa em lei para satisfazer interesse do autor no feito principal’, suposto crime de prevaricação. Além disso, a advogada também teria imputado a Rafael suposto crime de fraude processual e apropriação indébita.

“Consiste a calúnia em imputar a alguém, implícita ou explicitamente, mesmo que de forma reflexa, determinado fato criminoso, sabidamente falso. O agente, para tanto, pode utilizar-se de palavras, gestos ou escritos. Há calúnia quando o fato imputado jamais ocorreu – falsidades que recai sobre fato – ou, quando real o acontecimento, a pessoa aponta não foi a autora – falsidade que recai sobre a autoria do fato”, explicou

Segundo o juiz, a advogada ‘ofendeu o vernáculo e imputou cinco fatos difamatórios’ a Rafael. Ela chamou o despacho dado por aquele juiz de ‘dicisão’ e ‘chute’. Referiu-se ao juiz como ‘maugistrado’ e alegou que ele ‘colocou em xeque a magistratura’

“Inconcebível se mostra qualquer tipo de falácia que contrarie a intenção da advogada de desacreditar a competência e idoneidade profissional do juiz. A expressão por ela utilizada, ao atribuir de forma pejorativa a palavra ‘maugistrado’ a vítima, ultrapassou, e muito, os limites da crítica legítima”, indicou Paulo Alexandre ao analisar o caso.

O juiz argumentou que a advogada tem o direito de expressar suas ideias e opiniões, ‘por mais estapafúrdias que sejam’, mas, no caso, acabou usando ‘maquiavelicamente’ do direito à liberdade de expressão e do exercício da profissão para atingir a honra de Rafael.

Estadão Conteúdo

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O autismo não limita as pessoas. Mas o preconceito sim, ele limita a forma com que as vemos e o que achamos que elas são capazes.

Letícia Butterfield

Últimas notícias

Polícia

Polícia procura homem suspeito de estuprar enteada de 8 anos em Manaus

Polícia Civil pede apoio da população para localizar o suspeito.

há 2 horas

Polícia

Homem é morto a tiros e tem corpo arremessado de segundo andar de residência em Manaus

Crime ocorreu na noite desta segunda-feira (3), no bairro Colônia Santo Antônio.

há 2 horas

Manaus

Em um mês no ar, ‘A Voz do Amazonas – Minuto a Minuto’ amplia rede de transmissão e chega à TV

Programa jornalístico passa a integrar a programação da Rádio Boas Novas e das TVs Boas Novas e Manauara.

há 3 horas

Polícia

Sete anos após massacre, sistema prisional do Amazonas ainda enfrenta superlotação e problemas estruturais

Levantamento do MPAM aponta superlotação em 42 das 62 unidades vistoriadas no interior.

há 3 horas

Mundo

Incêndios florestais obrigam retirada de 60 mil pessoas e destroem centenas de imóveis no estado de Washington

Fogo atingiu a região de Spokane, nos Estados Unidos, e levou o governo estadual a decretar situação de emergência.

há 4 horas