Klebim é condenado a quase 10 anos por rifas ilegais, lavagem e organização criminosa
Sentença do TJDFT impõe reclusão em regime fechado e mantém apreensões de carros de luxo e bloqueio de R$ 10 milhões.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O desfecho de uma das maiores investigações sobre rifas ilegais no Distrito Federal resultou na condenação do influenciador Kleber Rodrigues de Moraes, conhecido como Klebim. A Justiça fixou pena de 9 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, além de cinco meses de prisão simples, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e promoção de rifas ilegais.
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A sentença, publicada nesta sexta-feira (17/10) pelo juiz Marcos Francisco Batista (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios – TJDFT), marca o ponto culminante da Operação Huracán, deflagrada pela Polícia Civil do DF em 21 de março de 2022, que desarticulou uma associação criminosa interestadual especializada em jogos de azar e lavagem de capitais.
De acordo com as investigações, o grupo liderado por Klebim operava um esquema de rifas clandestinas de veículos de luxo desde 2021, promovendo sorteios via redes sociais sem autorização do Ministério da Economia ou da Loteria Federal. Para mascarar os lucros, a quadrilha teria utilizado empresas de fachada e “testas de ferro”, movimentando cerca de R$ 20 milhões em dois anos. Parte dos recursos foi direcionada à compra de bens e imóveis de alto padrão, usados para ostentação e ocultação da origem do dinheiro.
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Na ofensiva da Operação Huracán, houve mandados de busca e apreensão em Brasília, Águas Claras, Guará e Samambaia, com prisão temporária de quatro pessoas. Foram apreendidos nove veículos de luxo, incluindo uma Ferrari e uma Lamborghini. A Justiça também determinou o sequestro de uma mansão no Park Way e o bloqueio judicial de R$ 10 milhões em contas dos investigados. Os carros seguem apreendidos no complexo da PCDF até decisão final.
Segundo o Ministério Público, a estrutura apresentava divisão de tarefas, estabilidade e mecanismos sistemáticos de lavagem. Empresas fantasmas emitiam notas frias e realizavam transferências simuladas para dar aparência lícita ao dinheiro das rifas. O caso expôs brechas legais e acendeu o alerta sobre rifas virtuais sem regulamentação.
A condenação impede, de imediato, benefícios penais como regime semiaberto ou substituição por penas restritivas. O Ministério da Economia reforça que rifas sem autorização são clandestinas; a legislação permite a prática apenas a instituições filantrópicas, mediante autorização especial e sorteio via Loteria Federal — ainda que parte da arrecadação seja destinada a projetos sociais, a conduta permanece ilegal e pode lesar consumidores.
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