Latam demite piloto preso por suspeita de liderar rede de exploração infantil
Até o momento, ao menos dez vítimas foram identificadas, mas a polícia acredita que o número pode ser maior.
- Foto: reprodução
Resumo
A companhia aérea Latam demitiu o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso em São Paulo sob suspeita de liderar uma rede de exploração sexual infantil. Ele foi detido dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas e teve a prisão mantida após audiência de custódia. O caso corre sob segredo de Justiça.
Notícias do Brasil – A Latam Airlines Brasil informou que o piloto Sérgio Antônio Lopes não integra mais o quadro de funcionários da empresa. Em nota, a companhia declarou adotar política de “tolerância zero” para condutas que violem seus valores, princípios éticos e código de conduta, e afirmou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
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Sérgio, de 60 anos, foi preso na manhã de segunda-feira (10), dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, durante o embarque de passageiros.
Prisão mantida após audiência de custódia
O piloto passou por audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, não foram identificadas irregularidades no cumprimento do mandado de prisão, e ele seguirá detido.
A defesa do investigado acompanhou a audiência, mas não se manifestou publicamente sobre o caso. O processo tramita sob segredo de Justiça, o que limita a divulgação de detalhes adicionais.
Investigação aponta atuação em rede de exploração
Segundo a Polícia Civil, o piloto é suspeito de integrar e liderar uma rede de exploração sexual infantil que atuaria há pelo menos oito anos. A investigação foi batizada de “Operação Apertem os Cintos”.
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De acordo com as autoridades, crianças e adolescentes teriam sido exploradas com a participação de familiares. Uma mulher de 55 anos, apontada como avó de algumas vítimas, e a mãe de outra criança também foram presas.
A polícia afirma que o investigado realizava transferências via Pix — com valores que variavam entre R$ 50 e R$ 100 — e chegou a pagar aluguel em troca de imagens de exploração sexual. As informações foram apresentadas em coletiva pela diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP-SP).
Vítimas identificadas e novos desdobramentos
Até o momento, ao menos dez vítimas foram identificadas, mas a polícia acredita que o número pode ser maior, após a quebra de sigilo do celular do suspeito mediante autorização judicial.
Entre os casos investigados estão três irmãs, atualmente com 10, 12 e 18 anos. Segundo a polícia, uma delas teria sido vítima desde os 8 anos. As investigações indicam ainda que o suspeito utilizava documentos falsos para levar vítimas a motéis.
O veículo do piloto, uma Mercedes-Benz, foi apreendido para perícia e posteriormente devolvido à família.
Crimes investigados
Os investigados podem responder por estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente. A Polícia Civil segue com as diligências para identificar outros possíveis envolvidos e vítimas.
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