Laudo da PF diz que Bolsonaro se mantém equilibrado por preocupação com a família
A perícia, solicitada por Alexandre de Moraes, concluiu que não há indícios de depressão nem necessidade de tratamento psiquiátrico.
- Foto: reprodução
Resumo
Laudo da Polícia Federal aponta que Jair Bolsonaro afirmou manter equilíbrio emocional por preocupação com a família. A perícia, solicitada por Alexandre de Moraes, concluiu que não há indícios de depressão nem necessidade de tratamento psiquiátrico.
Notícias do Brasil – Um laudo pericial elaborado pela Polícia Federal registra que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou buscar manter o equilíbrio emocional por preocupação com a esposa, Michelle Bolsonaro, a filha Laura Bolsonaro e a enteada Letícia Firmo.
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A avaliação foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão proferida no dia 15 de janeiro, a mesma que determinou a transferência de Bolsonaro para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Avaliação médica foi determinada pelo STF
A perícia médica teve como objetivo analisar o estado de saúde física e emocional do ex-mandatário. Durante o procedimento, Bolsonaro relatou não fazer acompanhamento psiquiátrico ou psicológico e afirmou que só procura atendimento médico quando considera necessário.
De acordo com o documento, o ex-presidente respondeu às perguntas de forma coerente e não apresentou queixas relacionadas a sofrimento psíquico intenso.
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Rotina, religião e visitas pastorais
No depoimento aos peritos, Bolsonaro informou manter uma rotina de leitura e atividades físicas leves, como caminhadas diárias. Ele também destacou receber visitas regulares de um pastor, o que classificou como algo relevante para sua prática religiosa e bem-estar pessoal.
Esses fatores foram considerados no contexto geral da avaliação feita pela equipe técnica da Polícia Federal.
Laudo descarta diagnóstico de depressão
Segundo o relatório pericial, não foram identificados sinais compatíveis com sentimentos de menos-valia, desesperança ou anedonia. A conclusão do documento aponta que, com base na anamnese e no exame psíquico realizados, não foi constatada a presença de depressão.
O laudo também afirma que não há registro de suspeita da doença nem indicação de tratamento medicamentoso, incluindo o uso do antidepressivo escitalopram.
Após a conclusão da perícia, o resultado foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, que deverá analisar o documento no âmbito do processo em curso no Supremo Tribunal Federal.
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