Laudo da Polícia Federal aponta necessidade de cirurgia de hérnia em Jair Bolsonaro
Segundo o laudo, a realização do procedimento deve ocorrer “o mais breve possível”.
- Foto: Agência Brasil
Notícias do Brasil – A Polícia Federal concluiu, em laudo pericial entregue nesta sexta-feira (19), que o ex-presidente Jair Bolsonaro é portador de hérnia inguinal bilateral e necessita de cirurgia em caráter eletivo. O documento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por decidir sobre a autorização do procedimento e a eventual saída temporária do ex-presidente do sistema prisional.
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Além do quadro de hérnia, a junta médica pericial da Polícia Federal confirmou que o chamado “bloqueio do nervo frênico”, relacionado aos episódios persistentes de soluços apresentados por Bolsonaro, é tecnicamente pertinente e também demanda intervenção cirúrgica. Segundo o laudo, a realização do procedimento deve ocorrer “o mais breve possível”, diante da refratariedade aos tratamentos já adotados, da piora no sono e na alimentação e do risco de agravamento do quadro herniário.
Após análise dos exames e avaliação clínica do ex-presidente, os peritos afirmaram que o reparo cirúrgico é necessário, embora classificado como eletivo. A perícia foi realizada na última quarta-feira (17), na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
A defesa de Bolsonaro reagiu ao resultado do laudo afirmando que o documento apenas ratifica diagnósticos médicos anteriores. Em nota, o advogado Paulo Cunha Bueno declarou que a internação para a realização das cirurgias “há de ser deferida pelo ministro relator”. Os advogados pedem autorização para que o ex-presidente seja transferido para um hospital particular da capital federal, alegando que o procedimento não pode ser realizado em ambiente prisional.
Com a entrega do laudo, caberá agora ao STF definir se Bolsonaro poderá deixar temporariamente a custódia da Polícia Federal para realizar a cirurgia, bem como a data do procedimento. A estimativa da equipe médica é de que a permanência hospitalar varie entre cinco e sete dias.
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