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Lewandowski comprou casa milionária de investigado ligado a esquema de lavagem para o PCC, diz jornal

Imóvel de R$ 9,4 milhões foi adquirido em 2024 de empresário investigado por sonegação bilionária; ex-ministro afirma que agiu de boa-fé.

Por Natan AMPOST

06/02/2026 às 17:24 - Atualizado em 20/05/2026 às 15:55

Resumo

O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski comprou um imóvel de R$ 9,4 milhões de um empresário investigado por esquema de combustíveis ligado ao PCC. Ele afirma que a negociação foi feita de boa-fé.

Notícias do Brasil – O então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, pagou R$ 9,4 milhões em 2024 por um imóvel que pertencia a um empresário investigado pela Polícia Federal por envolvimento em um esquema bilionário de sonegação no setor de combustíveis com ligações ao PCC. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a reportagem, a casa, localizada na zona sul de São Paulo, era de propriedade de Alan de Souza Yang, conhecido como “China”, investigado em operações federais por participação em um esquema que envolvia adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro para a facção criminosa.

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Compra ocorreu durante gestão no Ministério da Justiça

A negociação foi concluída em março de 2024, cerca de um mês após Lewandowski assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Naquele momento, o empresário já era alvo de investigações da Polícia Federal há anos e havia sido condenado por adulteração de gasolina.

De acordo com as apurações, a aquisição do imóvel foi feita por meio de uma empresa familiar mantida por Lewandowski em sociedade com os filhos. O ex-ministro afirmou que foi levado até a casa por um corretor e que não tinha conhecimento das investigações contra o vendedor.

Em nota, Lewandowski declarou que a compra ocorreu de boa-fé e que pagou valor semelhante ao desembolsado pelo proprietário anterior.

Leia também: Câmara quer aumentar verba de gabinete dos deputados após reajuste para servidores

Imóvel estava bloqueado pela Justiça

Antes da venda ao ex-ministro, a casa havia sido transferida para a esposa de “China” por cerca de R$ 4 milhões. Ela é suspeita de atuar como laranja do empresário nas investigações.

Pouco tempo depois da negociação, o imóvel foi bloqueado pela Justiça Federal de São Paulo por causa dos desdobramentos das apurações contra o grupo investigado. Com a medida, a propriedade não poderia ser vendida, já que poderia ser levada a leilão em caso de condenação dos envolvidos.

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Segundo Lewandowski, a casa continua bloqueada e ele nunca conseguiu exercer plenamente a posse do imóvel.

Investigação aponta ligação com lavagem para o PCC

O empresário “China” foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada durante a gestão de Lewandowski no Ministério da Justiça. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro por meio do setor de combustíveis, com ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na decisão judicial que autorizou a operação, “China” é apontado como um dos braços de dois investigados conhecidos como “Belo Louco” e “Primo”, considerados líderes do esquema e atualmente foragidos. Eles são suspeitos de usar empresas do setor de combustíveis para lavar recursos da facção.

De acordo com a investigação, o empresário seria proprietário de uma rede de distribuidoras e manteria relações diretas com integrantes do esquema, além de já ter sido citado em processos por adulteração de combustíveis.

Ex-ministro diz tentar resolver situação

Lewandowski informou que busca uma solução para o caso, seja por meio da regularização do imóvel, seja com a devolução da propriedade e ressarcimento do valor pago.

Ele argumenta que a negociação foi feita sem conhecimento das investigações e que a situação jurídica do imóvel impede que seja considerado efetivamente o dono da casa.

O caso gerou repercussão política por envolver um ex-ministro da Justiça na compra de um imóvel ligado a um investigado por lavagem de dinheiro associada ao PCC, embora Lewandowski sustente que agiu de boa-fé e sem qualquer relação com as atividades ilícitas apuradas pela Polícia Federal.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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