Líder do PL acusa Moraes de pressionar Hugo Motta para evitar votação da anistia
O líder do PL também criticou o relator do PL da Anistia, Paulinho da Força, afirmando que ele teria precisado pedir “benção”.
- Foto: Câmara dos Deputados
Notícias do Brasil – O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira (25/11) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estaria pressionando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o Projeto de Lei da Anistia — que beneficia investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro — não seja votado.
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A declaração foi dada durante entrevista ao Contexto Metrópoles, quando Sóstenes disse ter “certeza” da influência do magistrado sobre o comando da Câmara.
Segundo o parlamentar, apesar de Motta não admitir abertamente, a pressão seria “exacerbada”:
“Ele nunca assumiu para mim, mas deve sofrer uma pressão exacerbada do ministro Alexandre de Moraes. Qualquer votação que diz respeito a matérias inerentes ao Supremo Tribunal Federal, eles exercem suas pressões a parlamentares, em especial aos presidentes das duas Casas.”
O líder do PL também criticou o relator do PL da Anistia, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmando que ele teria precisado pedir “benção” ao STF para elaborar o texto. Sóstenes voltou a reforçar que o partido não aceitará apoiar discussões sobre o chamado “PL da Dosimetria”, defendido por parte da base governista, e insistirá exclusivamente na votação de uma anistia ampla.
Pressão após prisão de Bolsonaro
De acordo com Sóstenes, Hugo Motta avalia colocar o PL da Anistia em votação ainda nesta semana. A mobilização ganhou força após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no sábado (22/11), por decisão de Alexandre de Moraes.
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O líder do PL revelou ainda que Bolsonaro enviou recados a Motta e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por meio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na mensagem, o ex-presidente pediu prioridade absoluta para a votação da anistia.
“Pediu que a gente insistisse com presidente Motta e Alcolumbre, e que nos pedíssemos para eles a colocação em pauta do projeto de anistia. É um pedido direto dele”, disse Flávio Bolsonaro, segundo Sóstenes.
A pressão da oposição ocorre em meio a uma série de debates legislativos sensíveis, incluindo a tramitação do PL Antifacção e o desgaste político gerado por decisões recentes do Congresso e do STF.
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