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Lira descarta resposta do Legislativo sobre cerco judicial a Bolsonaro e parlamentares

O presidente da Câmara preferiu lavar as mãos em relação aos episódios e manter uma postura de aparente neutralidade e distância deles.

  • Por AM POST

  • 12/02/2024 às 21:38

  • Leitura em três minutos

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Foto: Reprodução

Sob intensa pressão da oposição para responder às recentes diligências da Polícia Federal (PF), autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que visaram Jair Bolsonaro (PL) e parlamentares aliados do ex-presidente, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), finalmente quebrou o silêncio. No entanto, optou por distanciar-se dos eventos, mantendo uma postura de aparente imparcialidade.

Em entrevista à revista Veja na noite de domingo (11), pouco antes de participar do desfile da Beija-Flor no Carnaval do Rio de Janeiro, Lira afirmou, ao ser indagado sobre a intensificação das medidas judiciais contra Bolsonaro e outros políticos, incluindo militares: “É com a PF e com a Justiça. Vamos permitir que elas transcorram conforme as normas legais. Não há nenhuma atitude que o Congresso possa adotar após ações da PF. Existem as medidas políticas e jurídicas do Congresso, leis que são aprovadas para resolver as situações”.

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O enredo da escola de samba de Nilópolis (RJ) homenageou Maceió (AL), cidade natal de Lira. “Momento histórico para nossa capital e para o estado de Alagoas”, escreveu.

As declarações de Lira no sambódromo provavelmente aumentarão a insatisfação da oposição, especialmente da bancada do PL, no retorno das atividades parlamentares após o Carnaval.

Os opositores também estão pressionando o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), por uma resposta ao que consideram ser uma escalada rápida do ativismo judicial e uma colaboração do STF com o governo para restringir e calar a oposição em pleno ano eleitoral.

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Em conflito com o Palácio do Planalto devido a vetos a emendas de comissões parlamentares no Orçamento, Lira encontrou-se com o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (9) para “consolidar a paz”.

A pressão sobre Lira e Pacheco provavelmente aumentará após o Carnaval.

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Somente neste ano, três operações da PF visaram diretamente aliados de Bolsonaro, sua família e o próprio ex-presidente. Todas obedeceram a mandados de busca, apreensão e até de prisão emitidos por Moraes.

Duas das ações, contra os deputados Carlos Jordy (PL-RJ), líder da oposição, e Alexandre Ramagem (PL-RJ), envolveram buscas em seus gabinetes na Câmara, provocando indignação entre parlamentares da oposição e até da base do governo.

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A falta de pronunciamento de Lira e Pacheco sobre essas ações tem ampliado a insatisfação dos congressistas e pode influenciar no jogo de poder das duas Casas Legislativas, com vistas à eleição de novos líderes em 2025.

Em ano de eleições municipais, a operação da PF que envolveu Jair Bolsonaro, seus principais aliados e o presidente de seu partido (PL), Valdemar Costa Neto, pode ter impacto direto nos planos para as campanhas e na atuação do partido no Congresso.

Uma das principais medidas autorizadas por Moraes, relator do inquérito no STF relacionado à operação, é que os envolvidos na investigação não se comuniquem ou tenham qualquer tipo de contato entre si, incluindo Bolsonaro e o presidente de seu partido.

A impossibilidade de coordenação da ação política entre o presidente do partido, liberado no domingo (11) após ser preso na quinta-feira (8) durante a operação Tempus Veritatis, e quem deveria ser o seu principal cabo eleitoral pode influenciar negativamente no desempenho almejado por Valdemar nas urnas.

Redação AM POST 

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