Lula acusa Israel de genocídio em Gaza e reforça defesa do Estado Palestino na ONU
Em NY, presidente pediu reconhecimento da Palestina e criticou uso de vetos no Conselho de Segurança.

Foto: Ricardo Stuckert
Notícias do Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a tribuna da ONU, nesta segunda-feira (22), em Nova Iorque, para acusar Israel de praticar genocídio contra a população palestina na Faixa de Gaza. O discurso ocorreu durante a 2ª sessão da Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina, promovida por França e Arábia Saudita, às vésperas da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
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Lula voltou a defender a solução de dois Estados, com fronteiras baseadas em 1967 e Jerusalém Oriental como capital da Palestina, afirmando que este é “o único caminho possível para a paz”. O chefe de Estado lembrou que o Brasil reconheceu a Palestina em 2010 e destacou que “tanto Israel quanto a Palestina têm direito de existir”.
O presidente condenou os ataques cometidos pelo Hamas, mas responsabilizou a resposta militar israelense por uma tragédia humanitária:
“Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de 50 mil crianças, destruir 90% dos lares palestinos e usar a fome como arma de guerra. O que acontece em Gaza não é apenas extermínio do povo palestino, é a tentativa de eliminar seu sonho de nação”, declarou.
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Lula também criticou o mecanismo de veto no Conselho de Segurança da ONU, afirmando que ele inviabiliza soluções reais e expõe a fragilidade do multilateralismo.
Durante o mesmo encontro, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou o reconhecimento oficial da Palestina pelo seu país, juntando-se a Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal.
A medida foi elogiada por Lula, que destacou o apoio crescente dentro da comunidade internacional.
O líder brasileiro ainda propôs a criação de um órgão nos moldes do antigo Comitê Especial contra o Apartheid, que atuou no fim da segregação racial na África do Sul, para pressionar pelo direito de autodeterminação dos palestinos.
Segundo ele, reconhecer esse direito é “um ato de justiça” e fundamental para fortalecer a cooperação entre as nações.
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