Lula condena ação dos EUA e sai em defesa de Maduro após ataques na Venezuela
Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos neste sábado (3/1).
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou neste sábado (3/1) sobre os ataques realizados pelos Estados Unidos à Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro, adotando um discurso duro contra Washington — e complacente com o regime chavista. O posicionamento reacendeu críticas à política externa do Palácio do Planalto, que volta a tratar uma ditadura como se fosse apenas um governo “injustiçado”.
PUBLICIDADE
Em nota oficial, Lula afirmou que os bombardeios e a captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela”. Para o presidente brasileiro, a ofensiva americana cria um precedente perigoso para a comunidade internacional e ameaça a estabilidade global. O problema é o silêncio ensurdecedor sobre quem Maduro é e o que representa.
Lula foi além e disse que ataques desse tipo violam o direito internacional e empurram o mundo para um cenário de “violência, caos e instabilidade”, onde prevaleceria a “lei do mais forte”. Segundo ele, a posição do Brasil seria coerente com a tradição diplomática do país e com a defesa do multilateralismo. Coerente, talvez. Seletiva, certamente.
Leia mais: Trump confirma ataque à Venezuela e diz que Maduro foi capturado
Ao condenar a ação dos EUA, Lula evitou qualquer menção ao histórico autoritário do regime venezuelano, marcado por perseguição a opositores, eleições contestadas, censura à imprensa e colapso econômico que levou milhões de venezuelanos ao êxodo. Na prática, o discurso presidencial soou menos como defesa do direito internacional e mais como blindagem política a um aliado ideológico.
O presidente brasileiro também comparou a ofensiva aos “piores momentos da interferência” externa na América Latina e no Caribe, afirmando que a ação ameaça a região como “zona de paz”. A retórica ignora que a Venezuela, sob Maduro, deixou de ser fator de estabilidade há muito tempo, tornando-se foco permanente de crise humanitária, política e migratória — inclusive para o Brasil.
Do outro lado, o presidente Donald Trump confirmou publicamente os ataques e a captura de Maduro por meio da rede Truth Social. Segundo Trump, a operação resultou na retirada do líder venezuelano e de sua esposa do país, sem detalhar o destino.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos







