Lula defende Erika Hilton e critica embaixada dos EUA por negar identidade de gênero
Segundo Erika, a embaixada registrou seu sexo como masculino, contrariando sua documentação oficial brasileira.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – Durante cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), ao afirmar que proteger a identidade de gênero de pessoas trans é também proteger a soberania nacional. A fala ocorreu após a deputada ter enfrentado um episódio de desrespeito por parte da embaixada dos Estados Unidos em Brasília, que se recusou a reconhecer sua identidade de gênero ao processar um pedido de visto diplomático.
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Segundo Erika, a embaixada registrou seu sexo como masculino, contrariando sua documentação oficial brasileira, que reconhece sua identidade feminina. O episódio motivou uma série de reações por parte do governo federal. Lula solicitou ao Ministério das Relações Exteriores que emitisse uma nota oficial manifestando a insatisfação do Brasil com o que chamou de “ingerência estrangeira em um documento brasileiro”.
A parlamentar participaria da Brazil Conference at Harvard & MIT 2025, representando oficialmente a Câmara dos Deputados em um painel sobre diversidade e democracia. Contudo, após o constrangimento, optou por cancelar sua ida ao evento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em janeiro a Ordem Executiva 14168, que determina o reconhecimento apenas de sexos biológicos masculino e feminino em documentos federais, ignorando a possibilidade de autoidentificação de gênero. Essa medida impactou diretamente o processo de visto da deputada brasileira.
Lula ainda instigou o Congresso Nacional a responder formalmente ao Congresso norte-americano, reforçando que nenhum agente internacional tem autoridade para contestar a identidade de uma cidadã brasileira reconhecida legalmente pelo país.
Após o encontro, Erika destacou a importância do respaldo político que recebeu: “Foi uma fala que me deu esperança. As mulheres trans não estão sozinhas.”
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