Lula deve ter ao menos duas reuniões bilaterais em viagem à Guiana, diz Itamaraty
O presidente da República terá compromissos na Guiana nos dias 28 e 29 de fevereiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A representante da América Latina e Caribe do Ministério de Relações Exteriores (MRE), Gisela Maria Padovan, afirmou nesta sexta-feira, 23, que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve participar de pelo menos duas reuniões bilaterais em sua visita à Guiana e a São Vicente e Granadinas. Ela comunicou aos repórteres no Palácio do Itamaraty durante um evento chamado briefing – momento em que diplomatas explicam aos jornalistas como será a viagem do presidente.
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Lula estará presente na reunião da Caricom, bloco dos países caribenhos, na Guiana e, em São Vicente, participará da cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
As possíveis reuniões bilaterais serão com o presidente da Guiana, Irfaan Ali, e com a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley. Também pode acontecer uma reunião trilateral com autoridades guianenses e do Suriname.
A diplomata mencionou que Lula provavelmente abordará a disputa entre Venezuela e Guiana durante a conversa com o presidente guianense, mas sem tomar partido. Será mais para agradecer ao político por aceitar discutir o assunto com venezuelanos. O Brasil tenta atuar como mediador na disputa entre os dois países pelo território de Essequibo.
“O Brasil não expressa opinião sobre o cerne da questão. Nossa função é facilitar o diálogo”, afirmou a representante de América Latina e Caribe.
Lula terá compromissos na Guiana nos dias 28 e 29 de fevereiro. As reuniões bilaterais devem acontecer provavelmente no primeiro dia. Em seguida, seguirá para São Vicente e Granadinas.
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A representante do MRE disse que outros ministros, além de Mauro Vieira (Relações Exteriores), devem acompanhar o presidente. Citou como exemplo a ministra do Planejamento, Simon Tebet, que tem projetos de integração com países vizinhos.
O diretor do Departamento de México, América Central e Caribe do Ministério, Elio Cardoso, informou que o comércio entre o Brasil e a comunidade caribenha aumentou nos últimos anos. “Desde a pandemia, subiu de US$ 1 bilhão para US$ 2,5 bilhões.”
Estadão Conteúdo

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