Lula diz a Trump que “Brasil não prioriza EUA nem China” nas relações internacionais
Petista afirmou que Brasil busca relações equilibradas com diferentes potências mundiais.
- Foto: PR
Resumo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (23) que disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil mantém uma política externa sem preferência entre grandes potências como EUA, China e Rússia. A declaração foi dada durante evento da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Notícias do Brasil – Durante inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), no Rio de Janeiro, Lula reforçou o discurso em defesa da soberania nacional e da cooperação internacional baseada em transferência de tecnologia.
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Segundo o presidente, o Brasil busca relações diplomáticas e comerciais equilibradas com diferentes países, sem alinhamento automático com nenhuma potência global.
“Disse ao presidente Trump que o Brasil não tem preferência pela China, pelos Estados Unidos ou pela Rússia. Queremos trabalhar com quem queira cooperar conosco e compartilhar tecnologia”, afirmou.
Lula reforça defesa do multilateralismo
A fala ocorre semanas após a visita oficial do presidente brasileiro à Casa Branca, no primeiro encontro formal entre Lula e Donald Trump desde o retorno do republicano ao governo americano.
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Nos últimos meses, Lula tem reforçado discursos voltados à independência diplomática brasileira e ao fortalecimento do multilateralismo diante da crescente polarização internacional.
Evento destacou investimento em ciência e inovação
Durante a cerimônia na Fiocruz, Lula afirmou que o Brasil precisa ampliar investimentos em pesquisa científica para avançar economicamente e reduzir dependência tecnológica externa. O presidente também declarou que o país possui capacidade de competir internacionalmente em áreas estratégicas ligadas à saúde e inovação.
“A gente não é menor do que ninguém. Basta ousar e investir em pesquisa”, disse.
Além da inauguração do novo centro tecnológico, o governo federal apresentou iniciativas voltadas à produção nacional de terapias celulares por meio do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T. Segundo o Palácio do Planalto, o objetivo é ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade com custos mais baixos dentro do sistema público de saúde.
Lula defende SUS e critica modelo da saúde privada
Durante o discurso, Lula também saiu em defesa do Sistema Único de Saúde e criticou comparações entre saúde pública e privada. O presidente afirmou que parte dos custos dos planos privados acaba sendo bancada indiretamente pela população por meio de mecanismos de abatimento no Imposto de Renda. A declaração gerou repercussão nas redes sociais e entre setores ligados à saúde suplementar.
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