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Lula diz estar triste com risco de intervenção dos EUA após classificação de PCC e CV como terroristas

Presidente afirmou que o Brasil não aceitará interferências estrangeiras após decisão do governo dos Estados Unidos.

Por Jonas Souza

29/05/2026 às 14:06 - Atualizado em 01/06/2026 às 13:34

Resumo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que sua preocupação com a decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas está relacionada à possibilidade de intervenção americana no Brasil. Segundo o petista, as facções já são terroristas para as comunidades brasileiras, mas o combate a elas deve ser conduzido pelas autoridades nacionais.

Notícias do Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Durante discurso em um evento da Petrobras, em Sergipe, Lula afirmou estar incomodado com a medida e destacou que o combate aos grupos criminosos deve permanecer sob responsabilidade do Brasil.

Ao comentar a declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, o presidente afirmou que recebeu a notícia com preocupação.

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Durante evento realizado em Laranjeiras, em Sergipe, Lula afirmou que as facções criminosas representam uma ameaça à população brasileira, mas destacou que o combate aos grupos deve ocorrer dentro do próprio país.

Eu estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os Estados Unidos, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, declarou.

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Lula diz que facções aterrorizam o Brasil

Apesar de questionar a classificação adotada pelos norte-americanos, Lula reconheceu que PCC e Comando Vermelho causam medo e violência em diversas regiões do país.

Segundo o presidente, as organizações criminosas exercem um papel de terror dentro das comunidades brasileiras e afetam diretamente a vida da população.

Por que eu estou triste? Primeiro porque essa tal de Comando Vermelho, esse tal de PCC, eles são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país, eles são terroristas, porque eles incomodam as famílias, eles incomodam o bairro, eles incomodam a cidade, eles roubam tudo que tem direito do povo, o direito do povo viver livremente”, afirmou.

A declaração foi feita diante de apoiadores e autoridades presentes no evento e rapidamente repercutiu no cenário político nacional.

Lula também critica Flávio Bolsonaro

Durante o discurso, o presidente também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve recentemente nos Estados Unidos e se reuniu com o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio.

Segundo Lula, integrantes da oposição estariam incentivando interferências externas em assuntos brasileiros. O petista classificou a atitude como um desrespeito à soberania nacional.

Governo teme impactos da medida dos EUA

Nos bastidores, integrantes do governo federal avaliam que a decisão norte-americana pode abrir espaço para pressões diplomáticas, sanções e até possíveis medidas internacionais envolvendo o Brasil.

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Enquanto Lula discursava em Sergipe, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou nota afirmando que a soberania brasileira é “inegociável” e criticando pedidos de interferência estrangeira em questões internas do país.

Durante o discurso, Lula também argumentou que a definição utilizada pelos Estados Unidos estaria associada a um conceito diferente daquele aplicado às facções brasileiras.

São terroristas e nós vamos combatê-los aqui dentro. Não são terroristas que o Trump quer, o Trump quer o Osama bin Laden”, disse o presidente.

O que muda com a classificação de PCC e CV

Com a decisão do Departamento de Estado dos EUA, PCC e Comando Vermelho passam a integrar listas internacionais de organizações terroristas.

A medida poderá permitir sanções financeiras e punições contra pessoas ou empresas que mantenham relações econômicas com integrantes das facções. Segundo autoridades norte-americanas, as restrições passam a valer a partir de 5 de junho. Especialistas avaliam que a decisão pode ampliar a pressão internacional sobre o combate ao crime organizado no Brasil.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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